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Medicina High-Tech

Pandemia faz inovação se acelerar na área da saúde, e médicos do futuro terão de se adequar

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Uma corrida tecnológica segue acelerada para fazer frente à pandemia de Covid-19. No campo da saúde, com as iniciativas lideradas por governos, instituições de pesquisa, corporações e startups, a inovação deve dar um salto que mudará o meio médico como conhecemos. É o que pensam pesquisadores, futuristas e empreendedores do setor.

"A gente vinha num movimento lento de avanço tecnológico para o profissional da área médica em relação a outras áreas, porque, como tudo na medicina, existem os limites da ética. Mas, agora, esse movimento está sendo muito acelerado", afirma Lucas Cottini, médico anestesista, CEO da startup Jaleko, que oferece soluções digitais para o reforço da formação em medicina.

Durante a pandemia, Cottini tem notado uma rápida transformação do ensino das ciências médicas. Segundo ele, a tendência é esse aprendizado ser cada vez mais híbrido, unindo ferramentas analógicas e digitais, assim como a própria prática da medicina. Um exemplo notório disso é o uso da telemedicina, que tem ganhado escala no contexto da Covid-19. "Antes, a telemedicina era vista de forma errada, e vemos hoje como pode fazer parte do arcabouço do médico", diz.

Startups puxam transformação

A inovação na área da saúde tem sido puxada por startups que unem a ciência médica à tecnologia para produzir novas ferramentas. Além da telemedicina, ganham impulso hoje softwares que auxiliam nas análises clínicas e de imagem, dispositivos inteligentes de monitoramento de sinais vitais e realidade aumentada para identificar patologias em exames.

Em outras palavras: inteligência artificial, nanotecnologia, big data, robótica, internet das coisas, realidade virtual e aumentada, biotecnologia entram com mais força na medicina, especialmente neste momento de enfrentamento à pandemia. E esse é um movimento observado mundialmente.

No Brasil, essas tecnologias têm sido incorporadas em soluções desenvolvidas por startups que se mobilizam para o enfrentamento à pandemia. Em entrevista à Agência Fapesp, José Cláudio Cyrineu Terra, diretor de Inovação do Hospital Albert Einstein, disse que "o ecossistema de startups na área da saúde tem sido ágil em se reconfigurar para criar soluções de combate à Covid-19".

O médico e a máquina

A digitalização da medicina não quer dizer que as tecnologias irão substituir o médico. "Quando se coloca a máquina fazendo trabalho de máquina, sobra mais tempo para o humano fazer mais trabalho de humano", considera Cottini, da startup Jaleko.

Na avaliação dele, as novas ferramentas tendem a potencializar trabalho do médico. "Ele não vai precisar fazer mil cálculos de probabilidade na cabeça para fazer um diagnóstico. Mas vai, dentro do seu conhecimento e experiência, com base nisso saber tomar a melhor decisão."

Diante de toda essa transformação, um desafio se impõe aos futuros profissionais de medicina e às instituições de ensino: acompanhar a velocidade das tecnologias. "Para que o novo médico consiga se formar adaptado a esse novo mundo, a gente precisa, desde a fase de graduação, oferecer experiências que permitam se familiarizar com esse tipo de inovação", afirma Silvio Pessanha Neto, médico PhD e diretor de medicina, pós-graduação e cursos livres da Estácio.

Ele considera que a formação do médico, até então muito analógica, hoje já incorpora inúmeras soluções tecnológicas. "A gente, por exemplo, usa muito realidade virtual. Temos laboratórios inteiros de anatomia com óculos de VR, para navegar pelo corpo, e entender como funcionam alterações nos órgãos."

Para Pessanha Neto, essa aprendizagem precisa ser continuada, porque quem sai de uma residência encontrará um processo de transformação digital acelerado, com novidades surgindo todos os dias. "O profissional que deseja estar continuamente atualizado precisa buscar instituições que não estejam paradas no tempo, que tenham esse DNA e estejam se reinventando, se mantendo abertas a trazer o que é novo."

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Visão do futuro

Para a pesquisadora e futurista Lídia Zuin, todas as tecnologias exponenciais, ou seja, as que podem ganhar escala digitalmente, terão impacto no setor da saúde. "Realidade virtual e aumentada como forma de realizar procedimentos cirúrgicos ou mesmo no ensino da profissão médica, biotecnologia na manipulação de células tronco e edição de DNA, bem como criação de terapias genéticas."

Ela cita ainda a potencialidade de outros avanços como blockchain, para a infraestrutura do sistema de informação dos hospitais, robótica nos processos cirúrgicos e cuidados de idosos e até mesmo o uso de chatbots como ferramenta de auxílio em terapias psicológicas.

Quanto mais o segmento da saúde investir na colaboração homem-máquina, mais ainda potencializamos os cuidados das pessoas, os diagnósticos precoces e as pesquisas em tratamento e cura de doenças.

Lídia Zuin, Pesquisadora e futurista

No entanto, para que tudo isso funcione e traga benefícios, é preciso que os médicos acompanhem. "Não adianta apenas os cientistas e pesquisadores se dedicarem a encontrar novas técnicas e tecnologias se os profissionais da saúde, que estão na linha de frente, não absorverem e replicarem esse conhecimento."

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Os novos hospitais

A tendência é que os próprios centros de saúde se tornem polos de pesquisa, promovendo inovações contínuas. Segundo o relatório anual de tendências Tech Trends 2020, do Future Today Institute, liderado pela futurista norte-americana Amy Webb, essa realidade já começa a acontecer.

"Alguns hospitais estão agora evoluindo para centros de inovação em tecnologia e saúde. O sistema hospitalar está se associando ativamente e investindo em startups de saúde e medicina", diz o relatório.

O futuro da tecnologia em saúde, segundo o levantamento, ainda inclui equipamentos de diagnóstico em casa, ferramentas de apoio à decisão clínica com tecnologia de inteligência artificial e roupas embutidas em sensores que podem melhorar a qualidade das internações.

"O conhecimento médico e de saúde está aumentando exponencialmente, e os novos sistemas de inteligência artificial prometem transformar a maneira como entendemos e cuidamos dos pacientes", prevê a pesquisa.

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