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Futuro do planeta será decidido até o fim de 2020, dizem especialistas

Lionel Bonaventure/AFP
Imagem: Lionel Bonaventure/AFP

Do TAB

Em São Paulo

25/07/2019 14h46

As ações e decisões dos países em relação às mudanças climáticas até o final de 2020 serão essenciais para garantir o futuro da sobrevivência humana no planeta. É o que dizem especialistas como Hans Joachim Schellhuber, fundador e diretor emérito do Instituto do Clima de Potsdam.

"A matemática climática é brutalmente clara: embora o mundo não possa ser curado nos próximos anos, ele poderá ser fatalmente ferido pela negligência até 2020", diz o cientista à BBC.

Em 2015, países do mundo todo fecharam o Acordo de Paris, no qual se comprometiam a não permitir que a temperatura média do planeta subisse mais do que 1,5ºC até o final do século. Este é considerado o limite seguro para a sobrevivência humana no planeta, de acordo com o IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas), da ONU.

Para que a temperatura média do planeta não ultrapasse o limite, no entanto, é essencial que países apresentem planos concretos para frear as mudanças climáticas já nos próximos encontros ambientais da ONU que acontecerão nos próximos meses.

"Eu acredito firmemente que os próximos 18 meses irão decidir nossa habilidade de manter as mudanças climáticas a níveis de sobrevivência e restaurar a natureza e o equilíbrio que precisamos", disse o Príncipe Charles, ao receber ministros do Commonwealth, comunidade que agrega Reino Unido e ex-colônias britânicas.

Para atingir a meta não podemos continuar da forma que estamos. De acordo com o IPCC, se nada acontecer, o planeta irá aquecer 3ºC até o fim do século.

A principal forma de contornar tal cenário é reduzir 45% das emissões de carbono até 2030. E, como os países geralmente planejam seus programas ambientais com prazos de cinco ou dez anos, as reuniões até 2020 são muito importantes.

Mudanças climáticas são visíveis na Antártida com geleiras descongelando e espécies que não exisitiam na região antes - Mathilde Bellenger/AFP
Mudanças climáticas são visíveis na Antártida com geleiras descongelando e espécies que não exisitiam na região antes
Imagem: Mathilde Bellenger/AFP

Agenda cheia

Haverá uma série de oportunidades para os países apresentarem seus planos de redução de emissão de carbono.

A próxima será na Cúpula para Ação Climática, que acontecerá em Nova York, em 23 de setembro. Ela foi convocada pelo secretário-geral da ONU, que diz que o evento só terá sentido se os países levarem propostas concretas.

Na sequência, haverá a COP25, em Santiago, no Chile. Esta será mais para manter os planos andando.

A reunião mais importante será a COP26, no final de 2020 - quando finalmente veremos qual caminho os países tomaram. De acordo com a BBC, a reunião possivelmente acontecerá no Reino Unido.

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