Quem quer ser padre?

Como seminaristas encaram a fuga de fiéis, as novas tecnologias e as privações da vida na igreja

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Cena 1: Comunidade Canção Nova, Cachoeira Paulista (SP). Antes do início da gravação de um vídeo para este TAB, em uma das capelas do local, o seminarista da Canção Nova Guilherme Ribeiro, 35, reúne a equipe de reportagem e a assessora da comunidade católica para uma selfie, que vai na mesma hora para o Instagram. “Logo o povo já começa a perguntar quando vai para o ar”, comenta.

Cena 2: Seminário Nossa Senhora Aparecida, Taboão da Serra (SP). Pouco antes do fim da entrevista com Bruno Rodrigues Toledo, 25, um aviso para todos os seminaristas no grupo do WhatsApp: “Quem pode ir limpando a quadra? O pessoal do UOL vai gravar a gente jogando futebol”. Pelo celular, os seminaristas trocam recados do dia a dia, mas também links, vídeos e memes, como em qualquer grupo que você participa.

“O mundo mudou muito, né? Quando eu entrei no seminário, em 2005, nós não tínhamos acesso ao celular. A telefonia móvel estava se popularizando. Não tinha WhatsApp, Facebook. Hoje a primeira coisa que seminarista faz quando entra no seminário é entrar no grupo do WhatsApp”, conta o padre Renato Gomes Alves, vice-reitor do seminário Nossa Senhora Aparecida, que faz parte da diocese do Campo Limpo.

O mundo não mudou sozinho, claro. O Brasil e a Igreja Católica também mudaram um tanto – se foi o suficiente, para melhor ou pior, que cada um tire suas conclusões. Desde 2005, quando o padre Renato entrou no seminário, foram três papas. Naquele ano, morreu João Paulo 2º, depois de 27 anos de papado. Bento 16 assumiu a igreja poucos dias depois. Renunciou em 2013, quando Francisco foi escolhido.

No censo publicado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) em 2010, pouco mais de 64% dos brasileiros se disseram católicos. Em sua pesquisa mais recente sobre o tema, o Datafolha aponta que a população brasileira católica caiu de 66% para 50% entre 2005 e 2016. No mesmo período, a parcela de evangélicos pentecostais passou de 14% para 22%. Por outro lado, o clero cresceu. Em 2005, eram 9.410 paróquias e 17.976 padres no Brasil. A estimativa do Ceris (Centro de Estatística Religiosa e Investigações Sociais) para 2018 é de 11.700 paróquias e 27.416 padres.

Com a fé de que foram escolhidos para levar a palavra de Deus e Jesus Cristo aos fiéis, os jovens que pretendem ser padres dizem conhecer os desafios propostos por essas transformações. Mas quem são essas pessoas que, em 2018, querem ser padres? O TAB foi a quatro seminários católicos no estado de São Paulo para ajudar a responder.

SEXO, REZAS E WHATSAPP

DIPLOMAS E MUITA ORAÇÃO

Cada uma das 277 dioceses – as unidades territoriais em que a igreja está dividida, administradas por um bispo – é responsável pela formação dos padres, que depois de ordenados assumirão postos em suas paróquias ou em missões católicas. Essa graduação pode variar de acordo com a realidade local ou em função da dinâmica dos diferentes movimentos ou comunidades católicas. Há ainda os padres que pertencem às ordens religiosas, como franciscanos e agostinianos. A formação destes é diferente dos diocesanos, e eles podem assumir trabalhos em diversos locais, de acordo com a ordem ou congregação.

Para se tornar um padre diocesano é obrigatório cursar duas faculdades – são três anos de filosofia e quatro de teologia –, além de um ano de prática pastoral (nas paróquias) ou missionária (em missões de comunidades em outras cidades ou países). Antes de entrar para o seminário de filosofia, os futuros padres passam pelo seminário propedêutico, onde têm um ano para discernir sua vocação e se preparar para o ensino superior. Na comunidade católica Canção Nova, em Cachoeira Paulista, por exemplo, há dois anos de formação específica do carisma – pelo qual passam todos os moradores da comunidade –, que substituem o período preparatório.

WhatsApp é o grande meio de comunicação hoje, né? Faço parte do trabalho pastoral pelo WhatsApp. O que mais pedem é um direcionamento espiritual. Com os amigos mais próximos, mantenho contato pessoal e também pelo Facebook

Bruno Rodrigues Toledo, seminarista do Nossa Senhora Aparecida

Falar da rotina dos seminários é falar sobre muitas regras. Há horário fixo para acordar, rezar, comer, estudar, trabalhar, praticar esportes, relaxar. Nas casas visitadas pelo TAB, os seminaristas cuidam, em esquema de rodízio, de tarefas como limpeza e jardinagem. Os próprios alunos dirigem os carros ou vans dos seminários até as faculdades. Eles também se alternam nas leituras durante os momentos de oração. Algumas funções na casa, como cozinha e lavanderia, são feitas por funcionários.

Cada um tem seu quarto, sempre bem pequeno, com cama, guarda-roupa, escrivaninha e estante, não muito mais do que isso. O banheiro pode ser compartilhado com um ou mais colegas. No quarto do seminarista de teologia Bruno Toledo, único ao qual a reportagem teve acesso, muitos livros, imagens de santos e algumas plantas completam a decoração. Fora do quarto, todos os ambientes são compartilhados. Eles passam praticamente o dia inteiro juntos.

As aulas ocorrem fora da casa, em faculdades reconhecidas pelo MEC (Ministério da Educação), em geral no turno da manhã. De volta ao seminário, eles almoçam e ganham uma pausa para descanso – ou para o lazer – antes de mais oração. Durante a visita do TAB ao seminário Nossa Senhora Aparecida, enquanto Bruno abria seu quarto, um grupo conversava na sala, outro jogava Banco Imobiliário na biblioteca e alguns preferiram esperar o próximo toque do sino em seus próprios aposentos.

SANTO 4G

O esquema de saída também varia de uma instituição para outra. Em geral, os seminaristas têm apenas uma tarde livre, na qual podem sair para resolver questões pessoais ou visitar parentes. Para os que moram longe da família, os encontros ficam para as férias. Nos fins de semana, nada de folga, já que fazem trabalho pastoral em paróquias da diocese.

A relação com o mundo exterior e a tecnologia é determinada por cada seminário. Boa parte deles assume uma postura de “liberdade com responsabilidade”, permitindo smartphones com acesso às redes sociais dentro da casa, como nos casos dos seminários Nossa Senhora Aparecida, Bom Pastor e da Canção Nova.

Uma das características do carisma da Canção Nova é justamente a evangelização pelos meios de comunicação, rádio, TV e internet. “Nós precisamos entender o que é isso. É muito importante eu saber do meu momento com Deus, que eu vou sair um pouco disso, mas o momento que eu vou postar uma mensagem legal no meu Instagram, uma foto legal da minha rotina, uma mensagem de evangelização, uma bobeira, porque faz parte da espontaneidade”, diz o seminarista Guilherme Ribeiro.

Não estamos isolados do mundo externo. Não podemos estar. Ao olhar para o mundo eu vou lembrar de tudo que eu deixei para viver a minha vocação. Fazer essa memória é fundamental para continuar

Guilherme Ribeiro, seminarista da comunidade Canção Nova

“Nossa formação comunitária, voltada para a vida fraterna, para a vida de oração, contribui para que nossos padres não tenham medo de atuar nas mídias, mas ao mesmo tempo saibam lidar com simplicidade com a questão da fama. Nós temos padres famosos, que o povo vem tirar foto. Mas, no dia a dia, eles vivem com simplicidade. Ele tem que viver a realidade da vida comunitária, lavar sua louça, participar do corre-corre da vida comunitária”, afirma o padre Wagner Ferreira da Silva, doutor em teologia e formador dos seminaristas da Canção Nova.

Já no Redemptoris Mater, em São Paulo, a internet é limitada a um dia por semana, no computador coletivo da casa. Nada de 4G no telefone, acesso a Instagram ou Facebook. Se precisar pegar o carro, é melhor olhar o caminho antes, porque ninguém tem aplicativo de GPS no celular. “Outra característica dessa formação, que parece retrógrada mas não é: eles não levam dinheiro no bolso. Amanhã, quando forem párocos, vão ter que ter computador, dinheiro, carro, vão saber administrar os bens todos com liberdade”, defende o reitor da casa, padre José Francisco Vitta.

Os padres diocesanos recebem salário – diferentemente dos religiosos, que fazem voto de pobreza –, que varia de acordo com o tempo de trabalho. O valor serve para cobrir despesas pessoais – outros gastos são pagos com a verba da paróquia, distribuída pela diocese responsável.

O PERFIL DA VOCAÇÃO

Em um país grande e diverso – como também é a Igreja Católica –, é impossível traçar um perfil único dos candidatos a padre. Mas algumas tendências são observadas pela CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil). “Até um passado recente, a maioria dos candidatos provinha do mundo rural. Nas últimas décadas essa situação tem mudado. Hoje, a maioria provém do mundo urbano. É difícil traçar um perfil detalhado dos atuais candidatos. O que se pode constatar é que são filhos da época, com suas possibilidades, limitações, desafios e fragilidades”, diz dom Jaime Spengler, arcebispo de Porto Alegre e presidente da Comissão para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada da CNBB.

Na região metropolitana de São Paulo, onde fica o Nossa Senhora Aparecida, em geral são jovens entre 17 e 25 anos que procuram os serviços vocacionais das paróquias, “muitas vezes com uma realidade difícil de família”. “Com desafios a serem superados, sobretudo na parte de carência de conhecimento, de vivência de família. Tem jovens que chegam no seminário, e a gente precisa ensinar a fazer uma redação, falar em público, ter aula de português”, detalha o padre Renato Gomes Alves.

FIÉIS EM FUGA

Os cinco seminaristas ouvidos pelo TAB nasceram em famílias católicas. Bruno é o único que disse saber desde criança que seria padre. Todos os outros levaram alguns anos para “ouvir o chamado” e aceitar a vocação. Em diferentes momentos da vida, chegaram a se afastar do convívio da igreja.

Elias Honório de Castro, 23, nasceu em uma pequena comunidade do caminho neocatecumenal – formação cristã que busca a redescoberta do batismo – em uma cidade-satélite de Brasília. Seus pais têm origem pobre e se conheceram na igreja. No começo da adolescência, ele teve seu período de “rebeldia”. “Comecei a ouvir a voz do mundo e a me perguntar por que tinha que nascer dentro da igreja. Não aceitava meus pais, me refugiei nas falsas amizades, conheci a sexualidade muito cedo. Poderia ter sido muito pior, tinha colegas que usavam drogas, colegas que hoje estão presos”, lembra.

Ele voltou para a igreja aos 15 e descobriu a vocação sacerdotal aos 17. Cedo demais, segundo o próprio. Mas, justamente por ter passado alguns anos negando a igreja, Elias conhece bem alguns dos motivos que podem afastar os fiéis e encara como mais um desafio de sua missão. “O que me ajuda muito no [que diz o] papa Francisco é essa consciência de que a igreja precisa ser primeiramente evangelizada para poder evangelizar. Por isso [ele usa a expressão] ‘a igreja em saída’, de que os cristãos precisam de uma real experiência de Jesus para transmitir para os outros”, afirma.

Tendo nascido dentro da igreja, pude receber uma coisa que hoje é raríssima dentro do mundo em que nós vivemos, e mesmo dentro da igreja, que é a transmissão da fé. Os meus pais me transmitiram a fé

Elias Honório de Castro, seminarista do Redemptoris Mater

Desde antes de se tornar papa, o argentino repete o termo “igreja em saída” para destacar a importância de a instituição não se fechar em si mesma e enfatizar sua natureza missionária. Para o arcebispo dom Jaime Spengler, a provocação do pontífice deixa latente a necessidade de “rever o modo de viver, testemunhar e anunciar Jesus Cristo e seu evangelho”. “É uma chamada de atenção da Igreja para que se reconheça na sua missão própria para a fé, isto é, de ser mediação. Essa missão talvez não esteja sendo cumprida de forma adequada”, pondera. 

O padre Alfredo Veiga, pároco da Santo Antônio do Caxingui, na capital paulista, acredita que o grande desafio para os padres hoje é fazer parte de uma igreja no meio de um mundo arredio à fé. “É um mundo muito espiritualizado, mas pouco aderente a uma instituição. As pessoas não se comprometem mais com a igreja. É um mundo imerso no prazer imediato. A igreja não oferece isso”, avalia.

Como somos uma instituição muito antiga, não pode dizer uma coisa no oba-oba, precisa ser pensado. Quando a resposta vem, parece que já tem outros problemas. É um grande desafio: como dar uma resposta mais rápida, mas sem perder a tradição?

Wallace Almeida Adorno, seminarista do Nossa Senhora Aparecida

Para Veiga, que também é psicólogo e em 2017 organizou o congresso “Clero Católico: Reconstruindo Identidades em Meio a Crises”, a figura do papa Francisco representa a inspiração para uma igreja que dialogue com essa sociedade que pede respostas mais rápidas. “Mas acho bobagem a gente esperar mudança no pontificado, mudanças na igreja lá de cima. Acho que a igreja tem que mudar aqui embaixo mesmo. A igreja funciona por causa dos padres. São os padres em suas paróquias a grande influência”, avalia.

Nesse sentido, o antropólogo Ronaldo de Almeida compara a igreja católica a um navio transatlântico. “Para fazer uma curva, demora meio século, um século. O que está lá em cima, um pontificado, é sinalizador só. Até aquele negócio descer e bater aqui na paróquia... Acho que o católico está mais orgulhoso do seu papa, mas não vejo as pessoas frequentando mais a igreja por causa dele”, diz o especialista, professor da Unicamp e pesquisador do Cebrap (Centro Brasileiro de Análise e Planejamento).

FÉ À LA CARTE

Almeida, que pesquisa trânsito religioso no Brasil há anos, acredita que hoje as igrejas evangélicas são mais atraentes por conta de uma diversificação que permite aos fiéis “montar seu próprio cardápio” da fé. “Nos anos 80, ser evangélico significava estar em uma igreja, ter um padrão de comportamento. A minha hipótese é que assim como a gente tinha uma coisa chamada católico não praticante, agora tem um evangélico genérico, que monta um cardápio. Quando quer mais louvor, vai aqui. Quando quer uma reflexão teológica, vai ali. Quando quer cura, algo de espiritualidade mais forte, vai a outra”, compara.

Na avaliação do pesquisador, os evangélicos estão cada vez mais parecidos com os católicos, mas com alguns novos elementos e menos peso institucional. Além disso, as igrejas neopentecostais têm sido mais eficientes para responder a questões da vida cotidiana de seus fiéis, como trabalho, conflitos internos e problemas familiares.

“Ela também é mais acolhedora no sentido de gerar comunidade, gerar amizades, casamentos, namoros. Têm uma capacidade de envolver as pessoas numa rede, num compromisso, que vai além do culto. As pessoas se veem, saem para passear, vão fazer turismo. Tem uma capacidade de inserção na vida cotidiana, de dar respostas, que acho que a igreja católica pena”, analisa.

Quem frequenta as celebrações católicas concorda que a igreja precisa mudar. O TAB esteve em uma missa realizada na noite de uma terça-feira na Paróquia Nossa Senhora Aparecida da Rua Labatut, no bairro do Ipiranga, onde dois padres recém-ordenados assumiram no início do ano a função de vigários. “Ele falou de uma forma mais acolhedora, moderna. Gostei muito”, afirma a arquiteta Rosana Bilesky, 58, ao final de uma missa celebrada por um deles. “Os padres mais jovens se expressam melhor, trazem ideias novas e isso é muito bom”, diz Nicola Iarussi, 51, acompanhado da mulher, Marli, que descarta qualquer desconfiança sobre a sabedoria de sacerdotes novatos. “Pelo contrário, é até melhor”, completa.

Como chegar àqueles que não têm fé? A evangelização é um desafio. Jesus Cristo criou a igreja não como uma tábua de salvação em que todos têm que entrar. Não é que temos que fazer um proselitismo, que todos sejam católicos ou cristãos. Mas onde houver esse foco que é a comunhão e o amor de Cristo, ali tem o sal, a luz e o fermento

José Francisco Vitta, reitor do Seminário Redemptoris Mater São Paulo

Outro ponto destacado por Almeida é a diminuição da transmissão da fé dos pais para os filhos, também observada a partir de dados dos censos. Todos esses movimentos também são acompanhados pela igreja, afirma dom Jaime Spengler. “Percebe-se uma diminuição de fiéis em algumas regiões e comunidades. Este é um dado inegável e que preocupa. Há também a questão do envelhecimento da sociedade. Tal situação nos convida a repensar toda a atividade evangelizadora”, avalia.

Segundo o arcebispo, a igreja precisa fazer uma autocrítica e agir de acordo. “O secularismo avança, as opções no campo religioso se multiplicam. Ao mesmo tempo existe o grande desafio da questão da transmissão da fé às novas gerações. Formar discípulos do senhor é algo distinto do conquistar adeptos. Por isso, da necessidade de sempre e de novo realizar uma autocrítica, retornar ao evangelho e cultivar a devida atenção à rica e sã tradição da Igreja. Isso exige estudo, reflexão e ousadia”, diz dom Jaime Spengler.

PADRE AOS 50 ANOS

ENTRE A REZA E O SOCIAL

Apesar da simpatia dos fiéis do bairro do Ipiranga, para alguns padres “ousadia” não é exatamente uma característica da nova geração de seminaristas. “É hora da Igreja Católica do Brasil pensar numa reforma. Numa reforma que parta do seu interior. Atualmente, o grande problema da formação do padre é que nosso seminarista hoje vem de um universo conservador”, aponta o padre Alfredo Veiga.

O pároco acredita que, se há poucas décadas houve no Brasil um perfil de padres extremamente politizados, com forte influência da Teologia da Libertação, hoje a maioria tem um perfil mais devocional, mais preocupado com o divino do que com o terreno, com a oração do que com o trabalho social. “Antigamente, para você entrar no seminário, precisava pertencer ao sindicato. Hoje, para pertencer ao seminário, é preciso rezar muito. É preciso participar de missa, é preciso participar dos sacramentos, e não importa se você tem uma sensibilidade social. Acredito que é preciso encontrar um caminho do meio”, provoca.

É unânime entre os padres ouvidos pelo TAB que a Igreja Católica não deve indicar candidatos ou se envolver diretamente na atuação de partidos políticos, mas todos ressaltam a importância da participação dos sacerdotes como cidadãos e, na função de representantes da igreja, na denúncia de injustiças e na opção preferencial pelos pobres.

Na linha de frente da formação de padres, Wagner Ferreira da Silva lamenta uma tendência midiática de alguns integrantes do clero e acredita que é o momento de retomar a discussão sobre questões políticas e sociais, desde o seminário. “Falta um maior engajamento [social e político] dos seminaristas. Às vezes, tem se privilegiado uma formação mais espiritual, mais sacramental. Talvez seja um elemento que nós precisamos trabalhar mais na formação, com serenidade, com equilíbrio, mas com coragem, no que diz respeito às questões sociais e questões políticas”, afirma o formador da Canção Nova. Essa retomada pode ser inspirada no próprio papa Francisco, que entre outras ações escolheu se posicionar e ligar para a família de Marielle Franco para prestar solidariedade pela morte da vereadora carioca.

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