Pra frente, Brasil?

Do complexo de vira-latas ao merecimento da era Tite, o que a seleção diz sobre nós

PUBLICIDADE 5

“Tem que jogar todo mundo. Não são 11? Aí o cara transfere, bota no rabo do cara...” A palavra “rabo”, dita com forte sotaque gaúcho, carregando o erre inicial, deixa um clima de graça e constrangimento no ar. Menos pela entonação ou por uma falta de intimidade dos presentes com a imagem descrita, mais pelo fato de que a metáfora homoerótica não combina com o vocabulário habitual do seu autor, Tite, a única liderança unânime do país hoje. Na mesa durante a entrevista coletiva, na véspera do jogo pela última rodada das eliminatórias, contra o Chile, em São Paulo, o técnico que assumiu a equipe em sexto lugar na competição e a classificou para a Copa de 2018 com quatro rodadas de antecedência levou as mãos à boca, sinalizando vergonha pelo uso da expressão.

Mas qualquer preocupação que possa ter surgido por causa dessa fala durou pouco. Primeiro, porque o gaúcho Adenor Leonardo Bachi, 56, tornou-se ídolo de um país que bateu o recorde de assassinatos de população LGBT em 2016, com 343 casos. Um país onde a homofobia, por pressão de grupos conservadores, não é considerada crime por lei. Nesse contexto, “botar no rabo do cara” é uma alegoria claramente trágica e perfeitamente aceita.

Segundo, porque ele sabe que, com os resultados a seu favor e a perspectiva real de ganhar a Copa, nem torcida nem imprensa hão de projetar nada que, metaforicamente, possa violar sua anatomia profissional. No Brasil de novembro de 2017, poucas semanas após a seleção encerrar a participação nas eliminatórias com um inequívoco 3 a 0 contra o Chile no Allianz Parque e entre amistosos na Europa que servem de teste para os jogadores, nada soa mais inquestionável do que a liderança de Tite.

“O reconhecimento de Tite como figura simpática se deu por méritos do treinador, mas foi ajudado pelo desastre de imagem de seus antecessores”, explica o jornalista e mestre em Ciência Política Maurício Barros, ex-diretor da revista “Placar” e atual comentarista dos canais ESPN. Ele resgata como chegamos até aqui – pelo menos no futebol. “A geração de Adriano, Ronaldo, Ronaldinho Gaúcho e Roberto Carlos se despediu com uma imagem muito forte de desdém para com a equipe nacional em 2006. Dunga assumiu em 2010 e, apesar de ter obtido bons resultados, conduziu o grupo a uma postura bélica com a imprensa, o que repercutiu nos torcedores. Em 2014, a vergonha de Felipão no 7 a 1 alargou o distanciamento. E a volta de Dunga só intensificou o problema”, relembra.

Mas a ascensão de Tite não fala apenas português. O técnico é um fenômeno mundial, admirado inclusive na nação candidata a novo país do futebol. “A Alemanha tem muito carinho e respeito pela seleção e enxerga essa retomada como uma volta à normalidade”, conta Martina Farmbauer, jornalista alemã que cobre a seleção desde 2013 e vive no Brasil há dois anos e meio. “Parece que o Tite sabe trabalhar a mente do ser humano, além de ser um excelente treinador e conhecer muito de futebol”, ela completa, indicando que a imagem que se construiu do treinador atravessa fronteiras.

FALA MUITO #SQN

CIDADÃO MODELO

Historicamente, a celebração ou a descrença na seleção revela bastante sobre o momento que a sociedade brasileira vive. Portanto, quando renascem movimentos conservadores pelo mundo, quando o debate sobre a censura de obras de arte volta a ser algo normal ou os líderes da corrida presidencial são um candidato condenado em primeira instância e um expoente da extrema direita, a admiração inconteste a um líder familiar, que fala em merecimento, lealdade e competitividade (e ruboriza ao falar “rabo”) parece perfeitamente coerente.

Mas o próprio Tite tem seus conflitos com as bolas divididas entre “merecimento”, um de seus mantras, e “meritocracia”, ideia tão cara à parte da sociedade. Em palestra na CBF em maio de 2017, o técnico fechou sua apresentação com a frase: “Vencer ao custo de ser o mais competente... Merecer... Não a qualquer custo”. Em resumo, ele defendia uma seleção cuja atuação justifique plenamente as conquistas. Já em entrevista à ESPN em setembro de 2016, o técnico respondeu sobre como era difícil comparar a meritocracia entre jogadores que atuavam em campeonatos internacionais de níveis tão diferentes. Nos dois casos, Tite reforça que ninguém joga com nome, currículo ou qualquer outro predicado que não passe por esforço, empenho, interesse e dedicação, mas admite dúvidas sobre qual régua usar quando pontos de partida e contextos são os mais diversos possíveis.

Merecimento é um conceito mais simples, cotidiano, de entendimento mais direto. Ele aparece algumas vezes já no texto bíblico, disfarçado de recompensa – nos Salmos, por exemplos, os homens comentarão que "de fato os justos têm a sua recompensa”. Já a conversa sobre meritocracia é mais recente. O neologismo nasceu em 1958, cunhado pelo sociólogo e político britânico Michael Young no livro “The Rise of Meritocracy” (“A Ascensão da Meritocracia”, em tradução livre), uma obra satírica sobre uma sociedade distópica em que uma elite se apoia em resultados de teste de QI (coeficiente de inteligência) e esforço.

A palavra foi inventada a partir de termos que remetem a merecimento e a poder e nasceu como uma definição pejorativa. Mais tarde, foi apropriada pelo meio empresarial como conceito motivacional que presume, em breves linhas, que os mais empenhados tenham sempre estímulos para seguir crescendo dentro de uma corporação. Ela também foi adotada por movimentos políticos liberais como contraponto ao assistencialismo, versando que as pessoas precisam de oportunidade, não de alimento, moradia e cuidados básicos, e tornou-se, para alguns setores, um instrumento para referendar desigualdades sociais.

Outro ponto defendido pelo técnico é o da transparência. Parecem obviedades, mas vale lembrar que a seleção era um ambiente sombrio ao ponto de o técnico ser aplaudido quando deu, um dia antes, a escalação do time que estrearia sob o seu comando no Equador. “Terminaram as frescuras e os segredos inúteis”, escreveu o narrador Galvão Bueno em sua conta no Instagram. Esse era o clima no fim de agosto de 2016.

Tite e seus valores, por mais atemporais que soem, são, portanto, fenômenos ligados ao nosso tempo. “O Brasil vinha de um momento ruim nos campos esportivo e social, e ele conseguiu combinar uma imagem de ética e transparência com resultado, mas não há nada de novo no discurso dele”, reforça Luiz Carlos Ribeiro, professor de História da UFPR (Universidade Federal do Paraná) e coordenador do Grupo de Estudos Futebol e Sociedade.

“Nosso nacionalismo é muito frágil e, num momento de crise moral e de identidade nacional, a retomada da seleção por um treinador carismático, que surgiu de baixo, que valoriza o trabalho coletivo e a lealdade, reaproximou o brasileiro da equipe”, avalia Francisco Xavier, sociólogo do esporte e professor da UFMT (Universidade Federal do Mato Grosso).

“Ele sempre aplicou esses valores nos clubes, mas não vejo um vínculo entre isso e um amor da sociedade pela seleção. A sociedade gosta da seleção quando ela está ganhando, independente dos métodos do treinador”, diz o jornalista Juca Kfouri. Por mais qualidades que tenha, ninguém contesta que o principal predicado de Tite é a estatística. Foram nove vitórias seguidas e nenhuma derrota nas eliminatórias. “Acho que a relação de idolatria com o Tite não se sustenta depois de uma derrota. Também se dizia que o Felipão era um cara correto, ético, leal, só que, diante de um resultado negativo, tudo muda”, pondera Ronaldo Helal, sociólogo e professor de Comunicação da UERJ (Universidade Estadual do Rio de Janeiro) e coautor, entre outros, dos livros “A Invenção do País do Futebol: Mídia, Raça e Idolatria” (2007) e “Copa do Mundo 2014: Futebol, Mídia e Identidades Nacionais (2017)”. “Se ele tivesse esse mesmo discurso sem as vitórias, não sei se a relação seria a mesma”, engrossa o coro Ribeiro.

DO VIRA-LATISMO AO MEME

Por ser uma janela, eventualmente a única, de exaltação à pátria, o torcedor exige que a seleção vença e jogue bonito. No cotidiano do futebol, o clube é o casamento, o dia a dia, as pequenas alegrias e dissabores, enquanto a seleção são os encontros esporádicos, aqueles nos quais só se vive a parte boa.

“O amor incondicional no futebol se dá pelo clube. Com a seleção, e particularmente no Brasil, a relação é bem diferente. Se a seleção joga mal, de modo apático, o torcedor desdenha. Ele não precisa dela para alimentar sua paixão pela bola. A seleção só ganha um lugar no seu coração quando traz, de fato, uma satisfação relacionada a um jogo bonito”, define Maurício Barros.

A beleza que o torcedor busca encontrar quando vê a seleção é reflexo de algo que ele espera ver fora de campo. “O nosso ideal de futebol brasileiro anda junto do nosso ideal de sociedade brasileira, uma sociedade que permita uma cidadania plena de direitos sociais, civis e políticos, cheia de fair play, sem abrir mão do lúdico, do divertido, do prazer em viver, ou seja: do futebol-arte”, compara Denaldo Alchorne de Souza, pesquisador do Ludens (Núcleo Interdisciplinar de Pesquisas Sobre Futebol e Assuntos Lúdicos) da USP (Universidade de São Paulo).

Após os primeiros bons resultados – 3º lugar na Copa de 1938 -, essa relação se aprofunda com uma frustração, a do vice-campeonato, no Brasil, da Copa de 1950. Nelson Rodrigues, quem melhor escreveu sobre a seleção como símbolo nacional - alguns de seus momentos mais inspirados estão espalhados por este TAB -, definiu aquela perda: “Em 50, houve mais que o revés de onze sujeitos, houve o fracasso do homem brasileiro”. Oito anos mais tarde, o escrete começou a traduzir nossas qualidades para o mundo. O bicampeonato mundial, em 1958 e 1962, foram símbolos de um Brasil grande no futebol, no desenvolvimentismo, no Cinema Novo, na Bossa Nova.

Já o tri, em 70, foi símbolo de outra coisa. “Em 1970, o regime militar queria transformar aquilo numa vitória do governo brasileiro, tanto que eu e outros companheiros que fomos cobrir a Copa no México decidimos, sem combinar, torcer contra o Brasil, por acreditar que poderia haver um entendimento errôneo do país com a vitória”, conta José Trajano. “Só que, a partir do primeiro gol do Brasil, foi tudo por água abaixo e acabamos varrendo para debaixo do tapete essa preocupação”, ri o jornalista. “O primeiro jogo do Brasil é contra a Tchecoslováquia (cujo espólio futebolístico foi herdado pela República Tcheca), da chamada órbita comunista. Eles abrem o placar, e o autor do gol, Petras, se ajoelha e faz o sinal da cruz. Que comunista é esse que não é ateu? Quando o Rivelino empata o jogo, ninguém segura, todo mundo já torcia para o Brasil”, lembra Juca Kfouri.

Parafraseando a letra escrita por Miguel Gustavo Werneck, de repente foi aquela corrente pra frente e parecia que todo o Brasil havia dado a mão. Se não todo, ao menos aquela parcela da população que, 18 meses depois do Ato Institucional número 5, ainda não havia sido cassada, exilada, presa, torturada ou assassinada pelo regime de exceção.

Posteriormente, algumas gerações foram moldadas pela diferença entre o admirável e o vitorioso. Enquanto o time de 1982 desperta saudade até de quem não era vivo quando o italiano Paolo Rossi fez os três gols em Barcelona que nos mandaram de volta para casa, a seleção que ganhou o tetracampeonato em 1994 desperta pouca admiração e muito questionamento até hoje.

Mais do que valores, nossa relação com algumas equipes nacionais são espelhos do que o Brasil gostaria de ser naqueles momentos. “Em 1982, era preferível perder com ‘arte’ do que ganhar jogando desonestamente ou sem brilho. Era como se nós, torcedores, letrados ou analfabetos, tivéssemos encontrado uma metáfora perfeita para aquele período que estávamos vivendo: era isso que queríamos para o Brasil”, lembra, como torcedor e acadêmico, Denaldo Alchorne de Souza. Falar em fim da ditadura e pelas “Diretas Já” não era mais uma utopia. “Em 1994, o sonho da redemocratização tinha virado desencanto e frustração, e um pragmatismo total e absoluto entrara na ordem do dia. As metas traçadas eram o que interessava, pouco importava o meio, o trajeto, o estilo, o lúdico, o prazer”, compara o professor.

Como em toda memória coletiva, nem todos lembram da mesma forma. “Penso – e me incluo nesse grupo – que há muitos torcedores que preferem equipes ganhadoras àquelas que jogam ‘bonito’”, relativiza Cesar Augusto Barcellos Guazzelli, professor de História da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) e criador da disciplina História Social do Futebol. “Para quem conhece um pouco de futebol, a defesa da seleção de 1982 era muito fraca nas duas principais tarefas – Waldir Peres era um arqueiro medíocre, Leandro e Júnior subiam ao ataque sem proteção e Luizinho era um zagueiro que gostava de ‘enfeitar’”, relembra Guazzelli.

Durante muitos anos, o fantasma da derrota em 1950 entrou em campo com o Brasil. Em 2018, quando começar a Copa na Rússia, teremos também a estreia do fantasma do 7 a 1, que há de surgir quando menos se esperar. Nossas maiores tragédias dentro de campo refletem, no entanto, contextos diferentes de uma vergonha comum.

“A perda da Copa de 1950 foi vivida pelos brasileiros como a derrota de um projeto de nação. Depois, com a globalização, as derrotas continuaram sendo sentidas, mas as pessoas já sabem que o Brasil não vai ser um país pior porque perdeu”, analisa Ronaldo Helal. “Em 1950, a derrota não foi uma vergonha, mas foi uma tragédia. Em 2014, ela não foi uma tragédia, mas foi uma vergonha e uma piada. A derrota virou meme nas redes sociais”, avalia o professor da UERJ. “Em 2014 o Brasil não havia jogado bem uma partida. Chorar numa vitória ou numa derrota é perfeitamente normal, mas chorar antes de uma disputa de pênaltis?”, questiona Helal, lembrando a imagem que passou para a história como um sinal de fraqueza do então capitão Thiago Silva.

Há quem tenha visto um lado bom na humilhação ocorrida no Mineirão. “Num certo sentido, foi boa aquela derrota. Melhor que a Copa do Mundo foi o movimento do ano anterior, que levou os brasileiros às ruas para protestar contra a qualidade dos serviços públicos. Se o Brasil tivesse vencido, aquelas reivindicações teriam perdido muito espaço”, acredita Antônio Flávio Testa, sociólogo da UnB (Universidade de Brasília).

GOL NÃO É VOTO

Uma pesquisa feita em março de 2017 indicou que 15% dos brasileiros votariam em Tite para presidente da República. Tudo bem que ela foi feita pelo Instituto Paraná, aquele que elegeu Aécio Neves em 2014, mas há uma informação útil aí. Mesmo sem nunca ter tornado pública sua posição política ou demonstrar simpatia por qualquer segmento, o técnico passou a ser considerado modelo num momento em que ideias liberais, do campo empresarial, fazem parte do ideário de grupos de direita que ganham força para a eleição de 2018.

Há uma tendência mundial que pende para o “liberal na economia e conservador nos costumes”, e em âmbito nacional há uma reação de atores desses grupos, dos mais variados perfis e discursos, após quatro vitórias consecutivas do PT.

O prefeito da maior cidade do país, que mantém uma agenda de pré-candidato à Presidência, veio da iniciativa privada e recusa-se a pensar fora dela. O segundo colocado nessa corrida é um deputado federal do Rio de Janeiro que defende torturadores e diz que prefere ter um filho morto a vê-lo homossexual. O prefeito da segunda maior cidade do país é um pastor neopentecostal que não se inibe em colocar assuntos religiosos na agenda administrativa. Esse será o clima em 2018. Nesse contexto, uma vitória da seleção pode se tornar um instrumento político?

“Os resultados da seleção comprovadamente não influem no resultado das eleições, o que me parece bastante saudável”, aponta Ronaldo Helal. “Por exemplo, se o Brasil não tivesse vencido em 1970, você acha que os rumos da ditadura militar teriam sido diferentes? Teriam torturado menos? Eu creio que não”, completa. “Não vejo relação imediata entre o resultado do futebol e a eleição, mas sou contraditório em um ponto. Em 1994, na esteira do Plano Real, pouco depois da morte de Ayrton Senna, o único brasileiro que o Brasil reverenciava, tenho para mim que Fernando Henrique não teria sido eleito se o Brasil não tivesse voltado campeão”, ressalta Juca Kfouri.

Já José Trajano acredita que o público da seleção não é o mesmo que decide os rumos do país. “O verdadeiro espírito do futebol, aquele que pode mobilizar uma nação, não está acontecendo. Com o bom mocismo do Tite, a torcida virando plateia, os estádios virando arena, os preços inconcebíveis para o verdadeiro torcedor, o futebol virou um produto preparado para ser consumido por uma elite, deixando o povo de fora. E quem elege presidente não é a elite”, avalia.

Política é assunto delicado para Tite, especialmente dos muros para dentro. O atual presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), que comanda a seleção, Marco Polo Del Nero, não pode viajar, sob pena de ser preso fora do Brasil. Seu antecessor no cargo, José Maria Marin, cumpre desde 2015 prisão domiciliar em Nova York, indiciado pela justiça norte-americana por fraude, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro.

Na mesma entrevista coletiva em que usou a metáfora anal, Tite citou “o que está acontecendo no COB”, referindo-se à prisão, naquela semana, do ex-presidente do Comitê Olímpico Brasileiro, Carlos Arthur Nuzman. E se adiantou: “Eu tenho opinião sobre tudo o que está acontecendo, eu quero me manifestar, eu posso, mas eu não devo”. Quando um repórter já fazia a pergunta seguinte, o técnico se viu na obrigação de completar: “Não agora”. Tite assinou, em dezembro de 2015, um documento público pedindo a democratização da CBF e a renúncia de Marco Polo Del Nero.

“Eu não acredito que perder a Copa muda alguma coisa, perdemos várias e os donos do poder continuam sendo os donos do poder”, resigna-se Kfouri. Como Tite poderá entrar para a história de uma possível mudança estrutural, então? “Eu não afasto a hipótese de, se vencer a Copa, ele dizer que é hora de dar um passo à frente e tratar publicamente da questão da CBF”, completa o blogueiro do UOL Esporte e colunista da “Folha de S. Paulo”.

Já Maurício Barros crê que a chave está dentro de campo. “Tite deve buscar a vitória com mérito”, pontua o comentarista da ESPN. “O futebol brasileiro tem material humano e vocação histórica para ser belo, e não há motivo para que a seleção busque outra coisa que não seja o futebol bem jogado, ofensivo, técnico e criativo. Qualquer outra estratégia que não persiga essa poesia trará o risco de um distanciamento em relação aos torcedores”, completa Barros. Seremos 207 milhões em ação em 2018, ainda que nem todos seguros de que a seleção ajudará o Brasil a ir propriamente para frente.

Curtiu? Compartilhe.

Topo