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Texto Lilian Ferreira
Design Mariana Romani

Letícia

Letícia Lanz é escritora e psicanalista. É casada com Angela, pai e avô. Aos 50, após um infarto, disse adeus a Geraldo

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Letícia A GUERREIRA

Letícia é articulada, bonita e produzida. Angela é tímida, com voz calma e meio hiponga. Ao vê-las lado a lado na sala da casa onde moram em Curitiba é fácil perceber por que o casamento dura 40 anos. Angela é o apoio que Letícia teve dentro do lar para poder mostrar, na rua, a cara pela qual quer ser conhecida.

Anos de conflito interno e exclusão social fizeram a mulher desabrochar, aprender sobre si e a lutar por sua causa. Letícia é uma intelectual. Cita filósofos e pensadores a cada frase. Costuma emendar com uma provocação, trazendo caráter prático ao seu conhecimento. Foi assim que ela conseguiu "sair do armário" e se autoafirmar.

A gigantesca biblioteca e o jeito desconfiado em lidar com quem acaba de conhecer podem dizer muito sobre Letícia. Compreensível que tenha levado para a maturidade o jeito recluso de quando criança e adolescente. É difícil mesmo baixar a guarda quando já levou tanta porrada da vida. Mas, ainda assim, ela se mostra disposta a, no fim de uma conversa, trocar dicas de maquiagem.

Ao assumir-se como Letícia, o renomado consultor Geraldo viu todos seus clientes sumirem. Não que isso tenha sido uma surpresa. Na verdade, abriu portas para que o ex-economista e também psicanalista pudesse começar a atender pacientes. É esse um dos momentos no qual ele - ou ela - mais se sente realizado hoje. E, agora, os clientes que deixaram Geraldo estão voltando para a Letícia.

Ela diz que não se importa com pronomes ou por qual nome o chamam. O importante é ter sua dignidade e ser tratada com respeito. O que consegue na maioria das vezes, talvez por sua posição social privilegiada, talvez pela transição tardia e, claro, por ser tão mulher para quem a vê. Mas isso, segundo Letícia, não ocorre dentro do movimento LGBT, do qual diz guardar uma grande mágoa. "Levei tiro no próprio pé por causa de posições muito categóricas que tenho", afirma.

É essa a impressão mais marcante que a guerreira Letícia passa. De posições firmes, sem medo de atirar para todos os lados. Diz que já passou da idade de brincar e que só enxerga ganhos para o movimento quando todos se unirem de verdade. Para ela, se existe felicidade, é isso. Poder ser Letícia, escrever e disseminar ideias, vencer o olhar perplexo de algumas pessoas e mostrar que trans podem ocupar um lugar na sociedade. E ela ocupa, com uma luva de boxe numa mão e articulação e ideias na outra.

Letícia TRANSGREDIR NORMAS

Eu sou gente!

Apresentação 2:08

É só isso? Então vamo pra casa!

A esposa 2:44

Querem saber da nossa intimidade. Isso só nos diz respeito

A vida juntos 2:45

Eu me apaixonei pelas coisas que não podia

Como se descobriu? 2:47

A revolução de gênero será a última grande revolução

Transgredir normas 2:00

Se a Angelina Jolie pode, por que eu não?

Passabilidade 1:37

Ser gente, para mim, compreende ter seios

Seios 1:39

É descer aos infernos um monte de vezes

A aceitação 2:49

O povão acha que é tudo viado

Não ser gay 1:22

Letícia COISAS DE MULHER

Letícia o pai de família

Estava no supermercado outro dia com meu neto e ele quis comprar um desses chocolates que ficam na boca do caixa. Ele virou e disse: "vovô, compra pra mim?". Nisso a moça da loja falou: "é vovó, né?". E ele: "não, sua boba. É vô. Minha vó tá lá em casa". Ainda chamou a moça de sua boba! Com a minha família eu sou o pai, o avô. Eu desempenho os papeis ditos masculinos.

Eu me casei aos 25 anos. Hoje tenho 64. Desempenhei bem meu papel esses anos todos. Consegui viver como homem. E digo mais: fiz um bom trabalho, mesmo sem nenhuma vocação para estar ali. Hoje tenho três filhos e três netos. A neta mais velha mora em Floripa e tem cinco anos. Tenho ainda dois meninos, um de quatro e outro de um ano. Não sei que perguntas virão deles, mas espero a hora de ser questionado. Hoje não me sinto na obrigação de explicar nada.

Eu não tenho problema de ser chamado por nomes masculinos. Talvez por ter levado tanto tempo para sair do armário, isso me mostrou que ser mulher é nos papos, nos interesses, é muito mais importante que um fetiche de roupa, maquiagem ou como me chamam. Eu quero ser respeitada e cumpro meu papel na família.

Eu vou a festas da escolinha e eles não têm percepção que me visto diferente do que seria esperado. O avô é quem mexe no computador, é quem tem a oficina. O pai é para quem meu filho liga quando tem algum problema. E é para mim.

Eu tinha uns estouros meio doidos, mas voltava ao normal. Eu não casei apaixonado, mas depois eu me apaixonei e hoje eu sou apaixonadinha. Quando a gente se casou eu doei todas as minhas roupas e só voltei a me montar uns cinco, seis anos depois, quando meu cunhado morreu.

Com a chegada da internet, pessoas da classe média começaram a conhecer outras pessoas que tinham os mesmos interesses. Na década de 90, a gente se chamava de crossdressers. Ninguém da classe média ia se assumir travesti, que tinha uma reputação ruim, e transexual, que era a doentinha. Só que os crossdressers vivem o gênero oposto.

Em 2000, meu pai teve um problema de saúde e descobrimos que ele tinha outra família. Ele era um monumento de moral para mim. Aquilo bagunçou tudo. Três meses depois do acidente eu comecei a montar um quarto com tudo o que você pode imaginar. Tudo o que eu nunca tive na vida: minissaia, bonecas etc. Quando vi que a coisa estava ficando séria eu saí de casa. Eu nunca quis detonar minha família, mas não aguentava mais.

Angela, minha esposa, insistiu para saber o que estava acontecendo. Eu contei e ela aceitou numa boa. A gente começou a frequentar festas de pessoas que se vestiam como mulheres, mas não existia um espaço de conversa, de análise, de falar do sofrimento. Mesmo assim foi um alívio descobrir que existiam pessoas iguais a mim.

Foi um período de vida dupla. Roupa de mulher em casa, em viagem. Mas contar para os filhos foi um processo longo. Eu queria protegê-los. E a Angela sempre se envolvendo, apoiando, muitas vezes sem entender. O apoio e a presença foram fundamentais.

Em 2008 eu tive um infarto. Foi quando vi que não dava mais [para esconder]. Resolvi falar para os filhos. Doeu meu pai não ter me falado a verdade, então eu queria falar com meus filhos. E eu sentia que eu não estava fazendo uma coisa errada. Eu sempre fui uma pessoa muito correta.

Primeiro eu chamei meu filho do meio. Ele me deu maior apoio. Aí chamei o caçula, que está agora na Índia. E ele disse que nada ia mudar para ele. E nunca mudou. Eles me tratam como se nada tivesse acontecido. A minha filha teve mais dificuldade de assimilar, porque contei para ela em um momento de crise. Mas isso é natural. Foi um amadurecimento.

Manter meu papel de pai contribuiu para a aceitação deles. Eu não estava fazendo uma parafernália para detonar o que a gente tinha. Eu não estava recusando os papéis: eu estava recusando o gênero em que eu estava sendo tratada. Nesse gênero não dá para ficar. O que eu precisava detonar era um modelo insatisfatório de mim mesma. Isso eu precisava fazer para sobreviver. Mas não mudou absolutamente nada com eles.

O papel deles como família foi fundamental. Quando uma pessoa se revela para a família é um inferno. Mas quando eu me aceito fica muito mais fácil para o outro me aceitar. É possível ter família. É difícil? É, e não é tarefa pequena. Mas eu morria de medo de envelhecer como homem, e como mulher eu acho o máximo.

Muitas pessoas trans estão no armário porque sabem que, ao sair, a vida vira um inferno por causa do estigma. Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), de 2 a 5% da população mundial é transgênero. E o gênero passa a ser parte da sua vida, mas não pode ser, porque para a maioria das pessoas passa despercebido: imagina viver a vida inteira preocupado se está sendo homem ou mulher? Eu vivi assim. Então, quando você se livra desse conflito, tira de si o maior peso que se pode carregar.

Somos 1,5 milhão de pessoas trans no Brasil. Buscamos dignidade e respeito. Não queremos ser mulher ou homem. Temos que acabar com a ideia de binarismo de gênero e de que tudo o que está fora é ruim. Travesti tem essa ilegalidade, não se ver como homem ou como mulher, mas ao mesmo tempo ser os dois. Travesti é uma transgressão. E é isso que bate de uma forma violenta. As pessoas não respeitam. E querem que a gente se comporte como mulher, passiva, submissa. Esse nosso papel ativo vai de encontro ao machismo das pessoas. Eu posso ser o que eu quiser. Eu não estou interferindo na sua vida, por que você quer interferir na minha? Acredito que o caminho para termos esse respeito é a educação. É por isso que precisamos de novos modelos de escola, que permitam a uma travesti se formar e disputar o mercado de trabalho. E não adianta só facilitar a entrada da travesti, tem que fazer com que ela possa permanecer na escola.

Keila Simpson, secretária de comunicação da Antra (Associação Nacional de Travestis e Transexuais), vice-presidente da ABGLT e membro do Conselho Nacional de Combate à Discriminação de LGBT

Letícia Vira mulher e gosta de mulher?

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Alexandre

Alexandre Peixe, 42, é pai da Bruna e avô da Mariana. As dificuldades começaram quando ele nasceu como Alexandra

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Alexandre o patrão

Marcamos com Alexandre em frente à igreja da Consolação, no centro de São Paulo. Ao chegar, vi um homem barbado, forte e um tanto tímido se aproximar. Dois motivos bem simples me fizeram ter certeza que havia encontrado quem procurava: ele estava no lugar marcado e vinha em minha direção. Detalhes que fizeram toda a diferença. Isso porque em nada Alexandre lembrava as fotos que havia visto na internet antes de nosso primeiro encontro. Eram fotos de uma mulher em transformação.

Alexandre vive de braços cruzados. A expressão é séria, mas muda quando começamos a conversar. A risada fácil toma conta do papo. Os braços cruzados permanecem. A postura é, sim, uma defesa, mas para esconder uma parte do corpo que insiste em delatá-lo. Os seios ainda estão ali e, para ele, saltam aos olhos alheios muito antes de qualquer outra coisa. Alexandre nasceu Alexandra. E os seios são a lembrança diária que ele precisa lutar para ser reconhecido como o homem que de fato é.

Ele usa três peças de roupa para esconder as mamas: um colete, uma blusa apertada e a camiseta. "Imagina como é o sofrimento. No final da tarde estou assado. É bem ruim", afirma. Dá mesmo para imaginar. Temos todos algo em nós que queremos esconder dos outros. Um truque complementar: ser mais gordinho, assim "emenda tudo", explica.

Alexandre não consegue um emprego formal. Cuida de um garoto pela manhã e da neta à noite. Seu sonho é trabalhar com crianças - o que já fez um dia. Mas além do preconceito, a falta de estudo - ele deixou a escola quando pressionado para assumir sua identidade de gênero - não permite muitas oportunidades. Com a nota que tirou no Enem do ano passado pretende cursar uma universidade em busca da vida que para muitos é comum. Ele quer ter um trabalho, uma família, uma casa. Quer ser chamado de patrão pelo garçom do bar.

Ao andar com Alexandre pelas ruas, a única pergunta que as pessoas deveriam fazer era: "o que esse cara tem de especial para ser gravado por uma equipe de TV?". O problema começa quando ele mostra sua identidade com nome de mulher. Portas e caras se fecham. E também quando tem que explicar de novo e de novo por que escolheu o caminho mais difícil. Como se fosse uma escolha...

Alexandre ser homem trans é...

Ser homem é ser eu

Apresentação 1:19

Falaram que iam me ensinar a ser mulher

O estupro 1:28

Eu não tenho problemas com a minha filha. Os outros é que têm

Ser pãe 1:51

Namorei por oito anos uma mulher hétero

O amor 2:02

Brincava com as crianças que tinham piolho para poder cortar o cabelo

A infância 1:50

Esse problema de crescer a mama é complicado

Ser mulher 0:49

Se quer ser homem tem que apanhar que nem homem

Violência 1:13

Excesso de hormônios provocou dois AVCs em 1 semana

AVC 1:47

Meu pai chamava Alexandre. Sempre quis ser Alexandre Jr.

Nome social 2:11

Alexandre preconceito no dia a dia

Alexandre me descobrir foi libertador

Quando eu descobri que existia homem trans foi libertador. Eu nunca tinha ouvido falar disso até os 27 anos. Eu vivia como uma lésbica masculinizada. Então me encontrei. Isso foi em 2005.

Sempre tive uma criação rígida no interior de São Paulo. Brincava com os meninos na rua e minha mãe brigava comigo. Aos nove anos eu tive meu primeiro namorinho com uma menina. Eu sempre soube que eu era um menino, mas não passava na minha cabeça que eu poderia ser homem fisicamente.

O preconceito lá (interior) é um pouco maior do que aqui (São Paulo). Minha mãe falava que eu era uma pessoa que queria causar. E eu sempre tive mesmo a militância dentro de mim. Falavam mal das travestis? Eu ia lá fazer amizade. Eu queria entender por que a sociedade marginalizava tanto aquelas pessoas. E comecei a andar com as lésbicas. Mas eu também não me encaixava ali.

Em 2006, eu tive um mioma. Disse para a médica que me atendeu no [hospital] Pérola Byington que era trans e queria retirar ovários, trompas e útero. Eu tinha muita menstruação, passava mal. A médica disse então que me entendia porque tinha lido um livro sobre isso. Para mim foi a maior felicidade. Mas, no dia da cirurgia, outra médica foi me operar e não quis retirar tudo.

Dali do centro cirúrgico eu fui embora. Não, eu não ia só fazer aquilo. Em 2009, descobri que o hospital fazia várias histerectomias (cirurgia de retirada dos órgãos reprodutivos femininos internos) por dia. Mas trans só podia fazer no Hospital das Clínicas em caráter experimental. Mandei uma carta para o promotor dizendo que a cirurgia era feita cotidianamente. Em 2010 foi aprovada a retirada. Fui o primeiro a fazer a histerectomia pelo SUS (Sistema Único de Saúde). Saiba mais sobre a cirurgia de adequação sexual.

Agora quero tirar as mamas, mas a fila no SUS para cirurgia de adequação sexual de pessoas trans é de mais de 20 anos. Não tenho plano de saúde, nem dinheiro para pagar. Custa mais de R$ 20 mil! Para ser operado é preciso passar por dois anos de tratamento psicoterapêutico para pegar um laudo de que sou trans. Muitas pessoas do movimento são contra essa patologização, dizer que somos doentes para poder operar, mas outros acreditam que só podemos fazer a cirurgia pelo SUS porque temos um código de doença.

Eu era totalmente contra a terapia, mas ela me ajudou a me entender melhor. Já tive alta, mas tenho que esperar. Eu queria poder fazer a cirurgia como uma mulher que tem câncer faz, mas as pessoas acham que isso é mutilação. Eu me sinto mutilado tendo mama.

Teve um momento em que me sentia muito mal. Quando eu comecei a militar, eu senti que abri a porta e todo mundo foi passando. E eu fiquei para trás. Quando via pessoas que eu conhecia há pouco tempo já com mastectomia, barba e tudo, eu pensava: e eu? Então, resolvi soltar a porta e ir também. Foi quando resolvi fazer toda minha mudança como estou fazendo agora. Hoje, faço hormônio-terapia a cada três meses no Centro de Referência e Treinamento. Eles acompanham minha saúde como um todo.

No final de 2014 teve um encontro de trans e um cirurgião sorteou uma mastectomia. E eu ganhei. Estou aguardando até o final de maio para fazer a cirurgia. Aí você poderá me ver sem camisa. É essa cirurgia que vai me libertar definitivamente.

Ah, sobre a faloplastia? Ainda é experimental e muito complexa. Pênis eu compro no sexshop do tamanho e formato que eu quiser. Para passar por homem trans não preciso disso, ninguém vê o que está no meio das suas pernas. E o que eu quero é isso. É ser reconhecido como homem em qualquer lugar.

É preciso combater a transfobia. A gente sabe de muito pai que manda praticar estupro coletivo em filhas que são homens trans. O grau de violência é absurdo. Você é visto como uma anomalia o tempo todo. A quantidade de suicídio é enorme. Esse é o grande sofrimento. Mais que o corpo, é o preconceito, a pressão social. A sociedade insiste que a gente é doente para dizer que ela é normal. O corpo não define o gênero de ninguém, mas temos que passar por dois anos de terapia por um laudo para poder fazer a cirurgia de mudança de sexo. Isso é discriminatório. Uma mulher pode colocar silicone, uma pessoa pode operar o estômago e até fazer plástica no rosto sem nenhum acompanhamento. Tirar essa exigência é um dos pontos do projeto de lei de Jean Wyllys e Erika Kokay que leva meu nome. Os machistas, sim, deveriam fazer terapia. Outro ponto importante que também está no projeto é permitir que a pessoa vá ao cartório e possa mudar seu nome. Hoje, dependemos de juízes para isso. Nós, enquanto seres patologizados, não temos autonomia. Esse seria nosso salvo conduto.

Lei João Nery

João Nery, primeiro homem trans do Brasil a retirar órgãos femininos, em 1977. Fez outro RG para ter o nome masculino registrado

Alexandre O sonho de ir à praia sem blusa

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Identidade de gênero

Não é apenas sobre o corpo. Ser homem ou mulher é também sobre como uma pessoa se sente. Faça as combinações e veja os termos usualmente empregados

Feminino
Feminino
Feminino
Masculino

Clique numa das opções ao lado para ESCOLHER a combinação

1
2
3
Masculino
Masculino
Atração por ambos Masculino e feminino

Cada um escolhe como quer ser chamado. Os nomes e expressões usados servem para explicar e não para categorizar pessoas

SEXO DO NASCIMENTO
IDENTIDADE DE GÊNERO
ATRAÇÃO SEXUAL

Homem cis(gênero) homo (sexual) é um homem que nasceu em um corpo masculino e se sente atraído por homens

SEXO DO NASCIMENTO
IDENTIDADE DE GÊNERO
ATRAÇÃO SEXUAL

Homem cis (gênero) hétero (sexual) é um homem que nasceu em um corpo masculino e se sente atraído por mulheres

SEXO DO NASCIMENTO
IDENTIDADE DE GÊNERO
ATRAÇÃO SEXUAL

Homem cis (gênero) bi (sexual) é um homem que nasceu em um corpo masculino e se sente atraído por mulheres e homens

SEXO DO NASCIMENTO
IDENTIDADE DE GÊNERO
ATRAÇÃO SEXUAL

Mulher trans(gênero) hétero (sexual) é uma mulher que nasceu em um corpo masculino e se sente atraída por homens

SEXO DO NASCIMENTO
IDENTIDADE DE GÊNERO
ATRAÇÃO SEXUAL

Mulher trans (gênero) homo (sexual) é uma mulher que nasceu em um corpo masculino e se sente atraída por mulheres

SEXO DO NASCIMENTO
IDENTIDADE DE GÊNERO
ATRAÇÃO SEXUAL

Mulher trans (gênero) bi (sexual) é uma mulher que nasceu em um corpo masculino e se sente atraída por mulheres e homens

SEXO DO NASCIMENTO
IDENTIDADE DE GÊNERO
ATRAÇÃO SEXUAL

Homem trans (gênero) homo (sexual) é um homem que nasceu em um corpo feminino e se sente atraído por homens

SEXO DO NASCIMENTO
IDENTIDADE DE GÊNERO
ATRAÇÃO SEXUAL

Homem trans (gênero) hétero (sexual) é um homem que nasceu em um corpo feminino e se sente atraído por mulheres

SEXO DO NASCIMENTO
IDENTIDADE DE GÊNERO
ATRAÇÃO SEXUAL

Homem trans (gênero) bi (sexual) é um homem que nasceu em um corpo feminino e se sente atraído por mulheres e homens

SEXO DO NASCIMENTO
IDENTIDADE DE GÊNERO
ATRAÇÃO SEXUAL

Mulher cis (gênero) hétero (sexual) é uma mulher que nasceu em um corpo feminino e se sente atraída por homens

SEXO DO NASCIMENTO
IDENTIDADE DE GÊNERO
ATRAÇÃO SEXUAL

Mulher cis (gênero) homo (sexual) é uma mulher que nasceu em um corpo feminino e se sente atraída por mulheres

SEXO DO NASCIMENTO
IDENTIDADE DE GÊNERO
ATRAÇÃO SEXUAL

Mulher cis (gênero) bi (sexual) é uma mulher que nasceu em um corpo feminino e se sente atraída por mulheres e homens

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Transgêneros

Transgênero e transexual são sinônimos nos EUA para pessoas que se identificam com o sexo oposto ao atribuído no nascimento. No Brasil, o conceito de transgênero engloba todas as formas que fogem do padrão de gênero tido como "normal", incluindo os transexuais.

Clique abaixo para ver os tipos de transgêneros

TRANSEXUAL

Homem ou mulher que nasceu com o sexo do outro gênero. Pode ter feito ou não a cirurgia de adequação

INTERSEXO

Os antigos hermafroditas ou pseudo-hermafroditas. Nasceram com malformação da genitália do dois sexos biológicos

GENDERQUEER

Ou sexo não binário. São pessoas que não se identificam com nenhum gênero ou transitam entre eles

CROSSDRESSER

Gostam de se vestir como o sexo oposto ao designado no nascimento no dia a dia ou em situações de fetiche, mas não se identificam com o sexo oposto

DRAGQUEEN

É um homem que se veste como mulher para shows e performances. Existe o termo dragking para mulheres que se vestem de homens para shows

TRAVESTI

Termo usado no Brasil para designar quem se identifica com o sexo oposto ao do nascimento, faz alterações no corpo, mas não deseja realizar cirurgia de adequação sexual

Fonte infográficos: Alexandre Saadeh, psiquiatra coordenador do Ambulatório de Transtorno de Identidade de Gênero e Orientação Sexual do HCFMUSP

Lilian Ferreira

Editora de Ciência e Saúde do UOL. É mulher cis hétero e se identifica com a transgressão. Se fosse homem, se chamaria Maurício

tabuol@uol.com.br

Esta reportagem também contou com apoio de:

Lucas Pontes, Reinaldo Canato e Ricardo Matsukawa, fotografia. Agradecimentos: Retrô Hair

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