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Uber admite que piora o trânsito

Getty Images
Imagem: Getty Images

07/08/2019 16h18

A Uber e a Lyft, sua principal concorrente nos Estados Unidos, lançaram estudo no qual admitem que estão piorando o trânsito em seis metrópoles: Boston, São Francisco, Washington, Chicago, Los Angeles e Seattle. A pesquisa foi conduzida em parceria com a consultoria Fehr & Peers, que coletou dados referentes a setembro de 2018.

Chris Pangilinan, diretor de políticas globais para transportes públicos da Uber, minimiza os efeitos do aplicativos, afirmando que "embora [as empresas] provavelmente contribuam para o aumento do congestionamento, sua escala é menor do que a dos carros particulares e do tráfego comercial"

De fato, nas cidades analisadas, os carros da Uber e Lyft representam apenas entre 1% e 3% do tráfego total. No entanto, a participação dos aplicativos no trânsito salta para 13% em centros de San Francisco e 8% em partes de Boston.

A pesquisa indica ainda que os carros da Uber e Lyft só têm passageiros entre 54% e 62% do trajeto. No tempo restante, os motoristas ou estão indo buscar alguém ou estão rodando em busca de corridas.

Estudos anteriores apontavam o mesmo problema

Uma pesquisa de 2018 feita pelo analista de transporte Bruce Schaller revelava que o Uber e a Lyft ajudaram a piorar o congestionamento nos Estados Unidos. Isso porque a maioria (60%) dos passageiros dos aplicativos são indivíduos que pegariam transporte público, bicicleta ou andariam a pé. Apenas 20% dos passageiros de aplicativos pegariam táxis enquanto outros 20% usariam seus próprios carros.

O resultado é que, em um ano, os carros circularam 9 bilhões de quilômetros a mais do que o previsto nas cidades de Boston, Chicago, Los Angeles, Nova York, Filadélfia, São Francisco, Seattle e Washington.

Schaller aponta ainda que no futuro a situação pode piorar. "A probabilidade é de que o futuro autônomo espelhe a realidade atual: mais automóveis, mais tráfego, menos circulação e menos equidade e sustentabilidade ambiental", diz.

Para ele, a solução é promover políticas públicas e regular mais o setor, limitando veículos de baixa ocupação, garantindo que os carros sempre estejam transportando alguém, mudando a operação de veículos comerciais e oferecendo mais ônibus e trens para todos.

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