Pesquisadores desenvolvem aplicativo que facilita produção de deepfake

Criar um deepfake não é tarefa fácil. Manipular um vídeo exige conhecimento de programação e um hardware potente. Mas nem sempre será assim.
Pesquisadores da Universidade de Bar-Ilan, em Israel, desenvolveram um programa que a tecnologia de troca de rostos (face swapping) para criar deepfakes. O programa, chamado FSGAN, consegue trocar rostos de etnias e até tons de pele diferentes.
Em artigo publicado, é informado que o programa custa caro: foram necessários oito processadores de cerca de US$ 10 mil para treinar uma rede que o programa usa para criar os vídeos.
Os pesquisadores dizem que, em breve, o código do programa será divulgado em uma plataforma de código aberto, o que deverá baratear os custos.
Para os especialistas, é importante a divulgação dos detalhes do programa porque escondê-los "não impediria seu desenvolvimento", mas sim deixaria o público e os responsáveis por criar as leis sem entender o verdadeiro potencial dos algoritmos.
"Nosso método elimina a laboriosa coleta de dados específicos e o treinamento de modelos, tornando a troca de rosto e reconstituição acessível a não especialistas", escrevem. "Sentimos fortemente que é de suma importância publicar tais tecnologias, a fim de impulsionar o desenvolvimento de contra medidas técnicas para detectar tais falsificações, bem como obrigar os legisladores a estabelecer políticas claras para lidar com suas implicações."
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