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Empresas do Vale do Silício investem em criação de maconha sintética

Mudas de maconha recebem luz artificial em período de crescimento em tenda dentro de apartamento - Fabiana Maranhão/UOL
Mudas de maconha recebem luz artificial em período de crescimento em tenda dentro de apartamento Imagem: Fabiana Maranhão/UOL

Do TAB, de São Paulo

22/07/2019 17h55

De olho no mercado da maconha medicinal nos Estados Unidos, empresas do Vale do Silício têm apostado na produção sintética dos canabinóides. Por meio do uso de fungos e conhecimento de bioengenharia, alguns laboratórios têm investido na tecnologia ao invés da erva tradicional.

Entre as empresas estão a Ginkgo Bioworks, a Amyris Inc. e a Hyasynth Bio. Em 2017, a empresa de biotecnologia Teewinot Life Sciences arrecadou US$ 12,3 milhões em um financiamento para produzir canabinóides derivados de levedura.

Segundo os defensores da tecnologia, o uso da bioengenharia promete exigir menos energia e água para produção. "Não há fertilizantes, não há pesticidas", argumenta Jason Poulos, CEO da Librede, a primeira empresa a patentear um processo de produção de canabinóides a partir de levedura com açúcar, em entrevista à VICE.

"Nós usaríamos alguns solventes, assim como a indústria de cannabis usa para extração. Mas como é tudo um sistema de circuito fechado, ele pode ser reciclado", afirma.

A Librede tem o objetivo de produzir canabinóides que custem cerca de US$ 200 por quilo. Até agora, a empresa conseguiu criar apenas um composto da maconha de forma mais econômica, o CBG, que ainda é pouco estudado, mas tem sido a grande aposta da empresa.

No mercado americano hoje existem pelo menos 400 produtos farmacêuticos cultivados a partir de microorganismos, incluindo a insulina e a vacina contra hepatite B Recombivax.

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