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Redes sociais oferecem botões de privacidade para conter fuga de usuários

Mark Zuckerberg, o criador do Facebook, quer que o Messenger seja um dos principais produtos de sua rede social. Ele, no entanto, não mais usa o comunicador. - Getty Image
Mark Zuckerberg, o criador do Facebook, quer que o Messenger seja um dos principais produtos de sua rede social. Ele, no entanto, não mais usa o comunicador. Imagem: Getty Image

Do TAB, em São Paulo

10/09/2019 04h00

"O futuro é privado", anunciou Mark Zuckerberg durante um encontro com desenvolvedores do Facebook, em março. No evento, o presidente da empresa destacou mudanças em seus produtos, com a intenção de transformar a experiência do usuário. Seu discurso não passou de uma boa estratégia de marketing.

A primeira mudança colocada em prática foi o fim dos likes no Instagram, medida que será adotada também no Facebook. Criticada por afetar a saúde mental dos jovens da geração Z e dos millennials, a rede social sem curtidas promete postagens despreocupadas com a opinião alheia.

"Tem caído o uso dessas plataformas, então eles atiram para todos os lados, são iniciativas de negócio para retomar o uso", afirma Pollyana Ferrari, professora da PUC-SP e pesquisadora de mídias sociais. "A gente vive hoje uma saturação da vida instagramável e as pessoas estão ficando dias sem olhar a linha do tempo. Essa iniciativa é para as redes sociais mostrarem que 'mudaram'."

Outra função recente do Instagram permite a divulgação de stories apenas para uma lista de melhores amigos. Na visão de Zuckerberg, "a privacidade dá às pessoas a liberdade para serem elas mesmas e se conectarem de forma mais natural".

Com novas funções, as redes de Zuckerberg esperam criar ambientes mais intimistas, em que os usuários possam continuar se expondo, mas com mais privacidade.

A suposta restrição é vista por especialistas com desconfiança, dado o histórico de escândalos do Facebook envolvendo vazamento de dados e informações, principalmente durante o período eleitoral de 2016, nos Estados Unidos.

"Eu apoio fortemente a privacidade do usuário ao se comunicar online, mas essa ação é totalmente estratégica para usar a privacidade como uma vantagem competitiva e tornar o Facebook uma plataforma dominante de mensagens", afirmou Ashkan Soltani, ex-chefe de tecnologia da agência Federal Trade Comission, agência independente do governo americano.

Apesar da implementação de criptografia nas mensagens, o modelo de negócio de Mark Zuckerberg funciona com base na coleta de informações sobre usuários para venda de publicidade. Com as polêmicas envolvendo a empresa, o Facebook viu seu número de usuários cair: menos 15 milhões desde 2017 nos Estados Unidos, segundo um relatório da consultoria Edison Research.

No nota por email, o Facebook informou que encerrou o segundo trimestre deste ano com 2,414 bilhões de usuários, ante 2,375 bilhões no primeiro trimestre. No Brasil, a rede social ganhou um milhão de usuários no primeiro semestre deste ano.

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