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Com robô, médico opera coração a 32 km de distância

Arte UOL
Imagem: Arte UOL

Do TAB

Em São Paulo

11/09/2019 14h52

Tejas Patel, um médico indiano, operou o coração de cinco pacientes a 32 quilômetros de distância usando um robô.

As operações foram feitas entre os dias 1 e 2 de dezembro de 2018 e os resultados foram publicados na última semana na revista científica eClinicalMedicine.

Todas as operações eram intervenções coronárias percutâneas (ICP), um tratamento para obstruir artérias por meio de cateter balão e aumentar o fluxo de sangue para o coração.

Patel utilizou um robô chamado CorPath GRX, empresa estadunidense especializada em automação médica. Além da máquina, também foram necessários joysticks, câmeras e monitores de vídeo. Havia ainda dois médicos na sala com o paciente, caso algo saísse de controle.

Cirurgias de coração feitas com o auxílio de robôs já acontecem nos Estados Unidos desde 2011, mas essa é a primeira vez que um médico usa a tecnologia à distância para tal procedimento.

"Embora processos remotos de robôs ainda estejam em estágios iniciais, está claro que nós estamos no caminho de expandir o acesso de pacientes e reduzir o tempo do tratamento", disse Patel ao site ZDNet.

A telemedicina em debate no Brasil

Operações do tipo abrem espaço para o debate da telemedicina - campo em que médicos podem atender pacientes à distância. Em um cenário em que é possível até operar corações remotamente, quais devem ser os limites para o atendimento médico remoto?

No Brasil, médicos já atendem informalmente pacientes por WhatsApp, Messenger ou Facetime, recebendo fotos e passando orientações por áudio ou mesmo fazendo videoconferências com os pacientes.

Até mesmo convênios médicos, como a Amil, junto com o Hospital Albert Einstein, oferecem serviços de telemedicina 24 horas por dia.

Apesar disso, o Conselho Federal de Medicina (CFM) ainda não tem uma regulamentação específica para o assunto. O órgão chegou a criar portaria para o tema em fevereiro de 2019, permitindo algumas consultas pela internet após um primeiro atendimento presencial. Mas, após críticas dos conselhos regionais, revogou a publicação. Em julho de 2019, recebeu sugestões para a elaboração de novas regras, mas elas ainda não foram divulgadas.

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