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Quer pedalar nas 20 melhores cidades para bikes? Só saindo do Brasil

Ranking Copehangenize elege as melhores cidades para bicicletas desde 2011 - iStock
Ranking Copehangenize elege as melhores cidades para bicicletas desde 2011 Imagem: iStock

Do TAB, em São Paulo

02/07/2019 14h20

Nenhuma cidade brasileira aparece entre as 20 melhores do mundo para se pedalar. É o que diz a nova edição do ranking Copenhagenize, que elege, a cada dois anos, as melhores cidades para a atividade. No topo do ranking está Copenhague (Dinamarca), seguida por Amsterdã (Holanda) e Utrecht (Holanda). A lista é elaborada desde 2011 pelo Copehangenize, um escritório de design que ajuda governos e empresas de diferentes regiões a implementarem estruturas para bicicletas.

Para a elaboração do ranking, a empresa analisa mais de 600 cidades com mais de 600 mil habitantes. A organização atribui uma nota a 13 diferentes parâmetros, como infraestrutura, equidade de gênero no uso de bikes, compartilhamento de equipamentos, planejamento urbano e esforços políticos. Com isso, chega a uma nota final e avalia como a cidade evoluiu em relação aos últimos dois anos.

A última vez em que uma cidade brasileira apareceu na lista foi em 2013, com o Rio de Janeiro em 16º lugar. A única representante latina do seleto clube é Bogotá (Colômbia), que se destacou por popularizar a "Ciclovía" - com quilômetros de ruas exclusivas para ciclistas e pedestres aos domingos.

Confira os 20 primeiros colocados:

Copenhague, na Dinamarca - Guo Junjun/Creative Commons
Copenhague, na Dinamarca
Imagem: Guo Junjun/Creative Commons

1) Copenhague (Dinamarca)

Copenhague é a capital mundial da bicicleta e os números falam sozinhos: 62% dos habitantes vão para o trabalho ou escola de bike, o investimento na infraestrutura cicloviaria é de 40 euros per capita, os cidadãos pedalam 1,44 milhão de quilômetros por dia.

2) Amsterdã (Holanda)

A cidade que sempre disputa os primeiros lugares está bem próxima de Copenhague. Um novo plano de ciclismo para 2022 foca em melhorar os estacionamentos e infraestrutura da cidade, que ganha 11 mil novos habitantes por ano. Há ainda investimento em novas ruas para bikes de baixa velocidade e alargamento de ciclovias para atender diferentes públicos.

3) Utrecht (Holanda)

A cidade holandesa está se esforçando para inovar cada vez mais com compartilhamento de bikes e planos de intermodais em todas as regiões. Há planos para dobrar o uso de bicicletas até 2030 investindo em faróis inteligentes, ciclovias de alta velocidade para bikes elétricas e criando estacionamentos para mais de 22 mil bicicletas.

4) Antuérpia (Bélgica)

A cidade avançou ao conectar mais ciclovias, gerenciar o tráfego e limitar a velocidade a 30m km/h em 95% de suas ruas. Com isso, conseguiram levar ciclistas a pontos mais distantes e fazer com que 33% dos cidadãos adotassem a bicicleta.

Estrasburgo, na França - Elizaveta Butryn/creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0/deed.en
Estrasburgo, na França
Imagem: Elizaveta Butryn/creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0/deed.en

5) Estrasburgo (França)

Conhecida como uma das cidades pioneiras em abraçar as bicicletas na França, ela tem se destacado por modernizar sua rede, levar ciclovias a subúrbios distantes e apostar em bikes com cargueiras.6) Bordeaux (França)

A cidade proibiu a circulação de carros na Pont de Pierre, o que fez com que o tráfego de bicicletas crescesse 20% na região. Esse é um exemplo dos esforços políticos na região para desincentivar o uso de carros e promover meios alternativos de transporte. No entanto, o Copehangenize destaca que falta mais consistência nas ciclovias, que muitas vezes são confusas e dispersas.

7) Oslo (Noruega)

Uma das cidades que sobe mais rapidamente no ranking. Segundo o Copehangenize, isso aconteceu por banir carros dos principais centros e remover vagas de carros para priorizar calçadas e ciclovias. Ainda assim, há muitas faixas desprotegidas para ciclistas, avalia o ranking.

8) Paris (França)

Por muito tempo, a maioria das faixas de bicicletas eram compartilhadas com ônibus em Paris. Finalmente, eles começaram a dedicar espaços exclusivos para bikes, o que fez com que muita gente adotasse as magrelas. Em locais como Rue Rivoli, por exemplo, mais de 30% do tráfego é de bicicletas.

9) Viena (Áustria)

O ranking destaca a cidade pelo seu plano de comunicação, que incentiva mais pessoas a andarem de bicicletas. Ainda assim, para crescer mais, é necessário investir em infraestrutura de segurança para os ciclistas, avaliam.

Helsinque, na Finlândia - KFP/Creative Commons
Helsinque, na Finlândia
Imagem: KFP/Creative Commons

10) Helsinque (Finlândia)

Hoje, 11% do transporta na cidade acontece sobre bicicletas, mas o objetivo é chegar a 15% em 2020. Para isso, eles desenvolveram 1.200 quilômetros em infraestrutura para bikes e planejam construir 120 quilômetros de estradas para ciclistas.

11) Bremen (Alemanha)

A cidade mais pro bike da Alemanha. Ao todo, as bicicletas representam 25% do tráfego local. São mais de 674 quilômetros em ciclofaixas e planeja criar oito estradas para ciclistas atravessarem a cidade até 2025.

12) Bogotá (Colômbia)

A única latina da lista ainda sofre muito com poluição do ar e tráfego intenso de carros. Mas está tomando a dianteira para mudar a situação e incentivar ciclistas com programas como o "Ciclovía", quando, aos domingos, dedica mais de 95 quilômetros para ciclistas e pedestres.

13) Barcelona (Espanha)

Embora a cidade já tenha conquistado melhores posições no ranking (em 2011 ficou em terceiro), ela continua a ser exemplo de inovação. O novo plano de mobilidade urbana pretende expandir a rede de ciclismo de 116 para 308 quilômetros, fazendo com que 89% da população more a apenas 300 metros de alguma ciclovia.

14) Liubliana (Eslovênia)

As bikes representam 13% do transporte na pequena cidade eslovena, que incentiva ciclistas de todas as idades e gêneros. O Copenhagenize desta o compartilhamento de equipamentos, novas regras de trânsito e tratar bicicletas como políticas de saúde pública na cidade. Mas também ressalta que é necessário garantir mais espaços para estacionar e espaços seguros, principalmente perto de escolas.

Praça Gendarmenmarkt, no centro de Berlim - iStock
Praça Gendarmenmarkt, no centro de Berlim
Imagem: iStock

15) Berlim (Alemanha)

A capital alemã já esteve em quarto lugar no ranking, mas a população local ainda luta muito pelas bicicletas. Em 2015, mais de 100 mil cidadãos de Berlim assinaram um referendo pedindo para o Senado criar o Plano de Bicicletas, que prevê a construção de estacionamentos, ciclovias e ciclofaixas na cidade toda.

16) Tóquio (Japão)

As bikes representam entre 13% e 15% do transporte na capital japonesa. Lá, os cidadãos usam bicicletas para ir a mercados, escolas, trens, ou levar crianças, por exemplo. Mas, embora exista forte cultura de ciclistas, falta planejamento e investimento para atender as demandas da população.

17) Taipé (Taiwan)

Onde muitas das bicicletas são construídas. Pela primeira vez no ranking, a cidade começou a finalmente dar espaço para as bikes graças a esquemas de compartilhamento e construção de ciclovias. O prefeito local promete triplicar as ciclofaixas até o final do ano.

18 e 19) Montreal e Vancouver (Canadá)

Montreal está empatada com Vancouver. Em Montreal, Valérie Plante, prefeito desde 2017, fez os o investimento mais ambicioso em bikes da história da cidade: o Réseau Express Vélo, uma rede de mais de 183 quilômetros de ciclovias protegidas.

Já em Vancouver, onde bicicletas eram vistas como itens de esporte, os cidadãos começam a enxergá-las como meio de transporte. Isso graças ao governo que tem criado faixas e corredores em vias importantes.

20) Hamburgo (Alemanha)

Apesar da posição, a cidade ainda é um exemplo no incentivo a bicicletas. Desde 2015, criou mais de 3000 postos para estacionar bikes e tem diferentes ciclovias que conectam centro e subúrbio Ainda assim, os cidadãos não estão felizes com a qualidade das vias e acreditam que os carros estão tomando mais espaço do que deveriam.

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Errata: o texto foi atualizado
Uma primeira versão deste texto dizia, na legenda da segunda foto, que Copenhague fica na Holanda, não na Dinamarca. A informação já foi corrigida.

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