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Inteligência artificial consegue passar em provas da 8ª série

Feodora Chiosea/Getty Images/iStockphoto
Imagem: Feodora Chiosea/Getty Images/iStockphoto

Do TAB

Em São Paulo

04/09/2019 15h40

Uma inteligência artificial foi capaz de passar em uma prova multidisciplinar do oitavo ano do ensino básico nos Estados Unidos - na qual normalmente estudam alunos de 13 e 14 anos.

A tecnologia, desenvolvida pelo Instituto Allen para Inteligência Artificial, em Seattle, acertou 90% das questões. Mais tarde, os cientistas também testaram a tecnologia com uma prova do 12º ano do ensino básico - para alunos de 17 e 18 anos. Ela acertou 80%.

O sistema foi batizado de "Aristo", em homenagem a Aristóteles, o filósofo grego. O software foi desenvolvido apenas para testes com múltipla escolha e foi treinado analisando provas de alunos de Nova York.

Os pesquisadores excluíram perguntas que tinham imagens e diagramas. As questões, no entanto, exigiam diversas habilidades como conhecimentos gerais, lógica ou abstrações.

Inteligência artificial avança rapidamente

Há quatro anos, 700 cientistas participaram de uma competição para criar uma inteligência artificial com o mesmo objetivo: passar em uma prova do oitavo ano. Mesmo com um prêmio de US$ 80 mil, ninguém conseguiu. Os sistemas mais sofisticados conseguiram acertar apenas 60% das perguntas.

O fato de apenas quatro anos depois um sistema ter resultados tão melhores indicam que a inteligência artificial evolui rapidamente.

No entanto, mesmo os cientistas responsáveis pela tecnologia reconhecem que estamos longe de replicar inteligência verdadeira. "Não podemos comparar essa tecnologia com humanos reais e sua habilidade de racionalizar", diz Jingjing Liu, uma pesquisadora da Microsoft em inteligência artificial, ao jornal The New York Times.

O software Aristo foi construído com base em outro sistema, do Google, batizado de Bert, que é capaz de identificar palavras que estão faltando em várias frases. Com isso, a tecnologia passou a entender modelos de linguagem - o que permitiu uma análise mais completa dos testes escolares.

Tais avanços podem ser implementados em uma série de tecnologias como buscadores na internet e detecção de spam.

Se por um lado inteligências artificiais mais espertas permitem o surgimento de inovações, por outro também preocupam - principalmente quando o assunto é desinformação. "Estamos no começo disso. Estamos tão longe do potencial completo, que eu não posso dizer onde isso irá acabar", diz Jeremy Howard, do Fast.ai, laboratório de pesquisa em inteligência artificial, ao The New York Times.

Recentemente, outro laboratório de inteligência artificial, o OpenAI, criou uma inteligência artificial de linguagem que foi considerada perigosa demais por poder criar notícias falsas automaticamente. Os pesquisadores liberaram apenas metade do código do software, mas diversos desenvolvedores conseguiram replicar o sistema na íntegra com pouco esforço.

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