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Amazon vaza sequência de 'O Conto da Aia' antes do lançamento por engano

Elisabeth Moss em cena de "The Handmaid
Elisabeth Moss em cena de "The Handmaid's Tale" Imagem: Divulgação

Do TAB, em São Paulo

06/09/2019 14h11

A Amazon entregou nesta semana cerca de 800 cópias do livro "The Testaments", sequência do aclamado "Conto da Aia", da escritora Margaret Attwood. O lançamento do livro está marcado para dia 10 de setembro, mas alguns leitores já postaram nas redes sociais o recebido.

A obra é esperada há mais de 30 anos por fãs da autora e estava sob um rígido regime de embargo. Segundo a empresa, houve um erro técnico que causou o envio dos livros antes da data programada. "Pedimos desculpas pelo erro, valorizamos a nossa relação com os autores, agentes e publicadores e nos arrependemos das dificuldades que causamos a eles e aos nossos colegas livreiros", afirmou um porta-voz à imprensa americana.

Tradicionalmente, quando um embargo é desrespeitado por alguma livraria, a editora tem o direito de se recusar a enviar novos lançamentos antes do lançamento. Mas, para os pequenos vendedores, a Amazon não deverá sofrer esse tipo de consequência.

"Nenhuma editora tem cacife para punir uma empresa são grande. Elas precisam da Amazon para vender livros", afirma a livreira Lexy Beach em entrevista ao Vox.

Em 2016, quando "Harry Potter e a Criança Amaldiçoada" foi lançado, Beach postou uma foto nas redes sociais antes do lançamento. A editora ligou para ela na hora e avisou que violava o embargo.

Esta foi a terceira vez que a Amazon furou um embargo de uma obra. Em novembro de 2018, o serviço de streaming da empresa lançou antecipadamente um episódio da série "Doctor Who". Em dezembro, liberou o filme "Plano Sequência dos Mortos" antes da hora, sem autorização dos proprietários da obra.

Para parte da imprensa americana, a Amazon cresceu tanto que perdeu o controle sobre violações de embargo e cuidados legais em acordos com fornecedores, editoras e varejistas.

Em junho, o The New York Times publicou uma reportagem investigando livros falsificados vendidos pela gigante. O Wall Street Journal também questionou em uma reportagem a capacidade da Amazon de policiar a venda de outros produtos falsificados, conduta que viola diretrizes de segurança nos Estados Unidos.

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