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Mulheres reagem a imagens eróticas da mesma forma que os homens, diz estudo

Aquarela da artista franco-dinamarquesa Tina Maria Elena Bak - Reprodução/Facebook/tinamariaelena
Aquarela da artista franco-dinamarquesa Tina Maria Elena Bak Imagem: Reprodução/Facebook/tinamariaelena

Do TAB, em São Paulo

19/07/2019 16h35

Durante muito tempo se acreditou que os homens têm uma tendência maior a reagir a estímulos visuais do que as mulheres. A ideia de eles seriam "criaturas visuais" caía como uma luva para explicar o maior apego do sexo masculino à pornografia. Mas segundo um estudo divulgado nesta semana, essa pode ser apenas uma história fantasiosa.

O Instituto Max Planck de Cibernética Biológica reuniu homens e mulheres para observarem imagens cotidianas de pessoas, bem como imagens eróticas, enquanto seus cérebros passavam por uma por uma análise por meio de redes neurais.

O resultado? Os cérebros dos participantes responderam a essas imagens da mesma maneira, independentemente do sexo biológico. E mais: as mulheres se excitam com imagens eróticas -- tanto quanto os homens. "Pelo menos no nível da atividade neural, os cérebros de homens e mulheres respondem da mesma maneira à pornografia", afirma Hamid Noori, coautor da pesquisa.

À revista científica "Proceedings", Noori e sua equipe afirmam que encontraram poucos sinais de diferenças funcionais quando as imagens eróticas foram mostradas. Todos os participantes apresentaram a mesma mudança na atividade cerebral nas amídalas cerebelosas, na ínsula e no corpo estriado. As pequenas diferenças aconteceram com as mulheres: algumas tiveram um volume maior de massa cinzenta nessas regiões do que os homens.

"Muitas dessas regiões estão associadas também ao processamento de informações emocionais e parte delas também estão conectadas ao sistema de recompensa do cérebro", explica Noori.

"Talvez a principal razão seja que, para a mulher, existem efeitos inibitórios secundários que as impedem de expressar o que realmente sentem", disse ele. "Mas pelo menos neste momento, nosso estudo indica que homens e mulheres não são muito diferentes."

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