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Na era do celular, o que os britânicos fizeram com as cabines telefônicas?

Homem serve café e bolos em uma cabine telefônica transformada em um café em Londres - Andrew Testa/The New York Times
Homem serve café e bolos em uma cabine telefônica transformada em um café em Londres Imagem: Andrew Testa/The New York Times

Do TAB, em São Paulo

29/08/2019 16h23

Criadas em 1924, as icônicas cabines telefônicas de Londres caíram em desuso no século 21. Hoje, há apenas 10 mil delas espalhadas pelo Reino Unido. Nos anos 1960, o número chegou a 70 mil.

Desde 2008, a empresa britânica de telefonia permite que conselhos municipais e organizações de caridade adotem uma cabine para dar algum uso a ela. Mais de 5.000 já foram adotadas. Cerca de 700 receberam desfibriladores.

Entre outros usos, as cabines vermelhas viraram pequenas bibliotecas e pontos de trocas de livros e galerias de arte. Algumas empresas também já tentaram monetizá-las, criando cafés ou lojinhas.

Em 2018, uma dessas casinhas foi transformada na menor balada do mundo na tentativa de levantar fundos para caridade. Em 2011, moradores de Cambridgeshire abriram um pub em outra.

Hoje, as cabines que ainda não foram adotadas podem ser compradas e transportadas para outros locais por meio de uma revendedora parceira da empresa britânica de telefonia, a X2Connect. Uma cabine pouco conservada custa cerca de £ 2.000 no eBay.

"Fornecemos cabines para compradores particulares e organizações comerciais", diz o diretor da X2Connect, Martin White. "Elas viajam ao redor do mundo. Ficam em shoppings na Flórida e em Dubai. São muito populares na Austrália e na América, mas em outros lugares na Europa também. As pessoas as colocam em seus jardins e as empresas usam em seus escritórios"

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