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Da celebração à clandestinidade: como atuava o Partido Nazista no Brasil

Marie Declercq

Do TAB

28/01/2020 04h00

Fotos recentes de gente com suástica no braço, nas paredes, no varal, têm circulado dia sim, outro também — prova de que a conversa do mundo voltou muitas casas ou, mais precisamente, quase 100 anos.

A existência de simpatizantes do nazismo não era incomum no Brasil da década de 1930. Não faltam registros fotográficos e escritos provando a existência do Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães (Nationalsozialistische Deutsche Arbeiterpartei) em terras brasileiras. Vão de foto de alemães ostentando a suástica em bandeiras e faixas a reportagens racistas sobre o "perigo judeu", sobre as maravilhas dos "campos de trabalhos forçados" estabelecidos nos países invadidos pelos nazistas, noticiadas pelo jornal "Deutscher Morgen" ("Aurora Alemã"), destinado aos filiados em solo brasileiro.

Cinco anos antes de Adolf Hitler se tornar chanceler da Alemanha, em 1933, a primeira seção brasileira do Partido Nazista foi criada em Benedito Timbó (SC). A data: 1º de julho de 1928. O mesmo aconteceu em seguida em outros países da América Latina, como Chile e Argentina, mas o Landesgruppe Brasilien (grupo do Brasil) foi o primeiro a ser reconhecido pelas lideranças do partido em Munique.

Antes de ser proibido em 1938, o NSDAP contou com sucursais em 17 estados brasileiros e mais de cem células espalhadas por cidades em que havia presença de alemães. A adesão era maior no Sul e no Sudeste, com destaque para São Paulo e Santa Catarina, mas há também registros de grupos na Bahia, no Pará e em Pernambuco, que juntos somavam pouco mais de 100 afiliados. Ao todo, o partido teve 2.903 membros no Brasil — era o maior fora da Alemanha.

A existência dos "nacional-socialistas" (que de socialistas só tinham o nome, como o próprio Adolf Hitler admite, em seu livro "Minha Luta") em terras tupiniquins foi minuciosamente estudada por diversos acadêmicos especialistas no assunto, e também é alvo de especulações, boatos e desinformação sobre sua atuação e sobre a dimensão do impacto que teria causado no Brasil.

TAB conversou com três historiadores que se debruçaram na história do Partido Nazista alemão no Brasil, até sua proibição por Getúlio Vargas em 1938. Foram eles René Gertz, autor de livros como "O Fascismo no Sul do Brasil" e "O Perigo Alemão"; Taís Campelo, doutora em História pela UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) e uma das organizadoras do livro "Expressões do nazismo no Brasil: partido, ideias, práticas e reflexos"; e Ana Maria Dietrich, professora adjunta de Ciências e Humanidades e de Políticas Públicas da Universidade Federal do ABC e autora do livro "Nazismo Tropical? O Partido Nazista no Brasil".

Do campo para a cidade

A imigração alemã no Brasil ocorreu ao longo de mais de um século por uma série de fatores, entre elas, a criação de políticas brasileiras que incentivaram a vinda de europeus para cá.

No capítulo sobre a formação da identidade do Brasil sulino na obra "O Povo Brasileiro", o antropólogo Darcy Ribeiro descreve a colonização europeia na região como um grande projeto de governo que assegurou enormes recursos para o transporte de imigrantes, assim como a concessão de terras para a produção agrícola.

Uma das diversas razões era embranquecer o povo brasileiro. Segundo explicou Ribeiro na obra publicada em 1995, os oligarcas de origem europeia, alçados ao poder pós-independência, "olhavam suspeitosos os negros e mestiços que formavam a maior parte da população e explicavam o atraso prevalecente no país pela inferioridade racial dos povos de cor. Sob a pressão desse complexo de alta identificação 'denigrante' puseram-se a campo para substituir aos seus próprios povos, radicalmente se praticável, por gente eugenicamente melhor", escreveu. Na época, muitos intelectuais passaram a repercutir ideias eugênicas, uma pseudociência bastante popular e de cunho racista que afirmava que a "raça branca" era superior às demais.

No século 19, grande parte dos alemães que se estabeleceram no Sul do país ocupou terras distantes das grandes cidades. Eram na realidade camponeses de vários reinos e ducados que, por conta do isolamento, conseguiram manter muitas tradições de seu lugar de origem, inclusive o próprio idioma, que se transformou no dialeto Hunsrückish falado nas colônias de Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Espírito Santo.

As primeiras gerações de germânicos que chegaram antes da unificação alemã eram bem diferentes dos alemães que chegaram no Brasil no começo do século 20, fugindo da Primeira Guerra Mundial. Sem perspectivas de emprego, enfrentando a miséria do pós-guerra e uma Alemanha arrasada pelo Tratado de Versalhes (um dos estopins para o surgimento do nazi-fascismo no país), a nova leva de alemães já tinha contato com a ideologia nazista e, ao contrário de seus antecessores, tomou o rumo dos centros urbanos brasileiros. Eram operários, professores, artesãos e todo tipo de trabalhador urbano.

Esse choque de gerações, especialmente com os alemães já estabelecidos no país e assimilados pela cultura local, contribuiu para que a colônia alemã não fosse especialmente homogênea. Os imigrantes do século 20 se sentiam superiores e "mais alemães" que os germânicos que imigraram antes.

Um clube para poucos

Somando todas as filiais do partido nazista no Brasil na década de 1930, um total de 2.903 pessoas se filiou à organização. Por determinação do governo alemão, só era permitida a inscrição de pessoas nascidas na Alemanha, excluindo os descendentes de alemães nascidos em solo brasileiro.

Segundo o historiador René Gertz, apesar da existência do partido ser celebrada por autoridades locais, é preciso lembrar que em uma colônia alemã que somava 100 mil pessoas, apenas 3% delas aderiram ao partido. "É preciso dispensar algumas leituras conspiratórias sobre o tema e considerar se o 'perigo alemão' realmente foi tão forte como dizem", afirma.

Justamente pela colonização alemã ter suas particularidades de geração e regionalidades, a fundação do NSDAP no país não foi tão pacífica quanto se imagina. Havia certa simpatia da comunidade teuto-brasileira pela ideologia nazista, mas muita gente se incomodou com a postura agressiva dos membros do partido.

"Esse grupo se intitula representante da Alemanha, como se a partir daquele momento eles fossem os guias da comunidade alemã no país. Isso entra em choque com gerações de alemães que estavam no Brasil havia mais tempo e já faziam parte de organizações anteriores", diz Campelo.

A adesão no Brasil cresceu depois da ascensão de Hitler ao poder, em 1933, e também com a nomeação de Hans Heinnig von Cossel como chefe do partido no Brasil em 1934. A sede do NSDAP mudou do Rio de Janeiro para a cidade de São Paulo. O desafio do movimento era conseguir unir a colônia alemã em torno do hitlerismo, sempre deixando o mais claro possível que o partido não se envolveria de nenhuma forma em questões políticas brasileiras.

Essas diretrizes vinham diretamente da Alemanha para todos os Landesgruppe espalhados pelo mundo. Por isso nunca houve um registro do NSDAP na Justiça Eleitoral brasileira, muito menos a participação do partido em qualquer eleição. O NSDAP era um partido estrangeiro no Brasil que não disputava eleições ou se intrometia na política nacional.

Afinal, o que o partido fazia?

A estrutura do partido nazista no Brasil seguia as mesmas diretrizes do NSDAP da Alemanha: era subdividido em círculos, grupos locais e pequenas células. Ao todo eram sete círculos espalhados pelo Brasil: Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Bahia e Pernambuco, além de grupos locais espalhados em 17 estados.

Na época, o partido nazista brasileiro exerceu atividades tradicionais de organizações políticas. Promovia eventos, organizava festividades típicas da Alemanha e fazia reuniões de praxe sobre a composição dos quadros organizacionais. De acordo com pesquisas historiográficas, grande parte dos afiliados eram homens que tinham de 27 a 38 anos, agricultores, técnicos de nível superior, comerciantes e trabalhadores manuais.

No Deutscher Morgen ("Aurora Alemã"), jornal produzido para membros do Partido Nazista no Brasil, também aparece a convocação para doação de dinheiro para a Campanha de Inverno e diversas reportagens traduzidas de periódicos alemães atacando judeus e defendendo a exclusão de grupos sociais que o nazismo tentou eliminar, como ciganos, homossexuais, comunistas e portadores de deficiência.

Um irmão ideológico

Na década de 1930, outro movimento estava em crescimento no país, especialmente nas regiões Sul e Sudeste. Fortemente inspirado pelo fascismo italiano, o escritor e jornalista paulista Plínio Salgado fundou a Ação Integralista Brasileira em 1932, organização política que compartilhava alguns dos mesmos preceitos do nazi-fascismo: o nacionalismo, o antissemitismo, simbologia e iconografia próprias e o combate ao comunismo e ao liberalismo econômico.

"Sim, podemos dizer que são irmãos fascistas", esclarece Gertz. "Porém, a posição dominante das esferas nazistas na Alemanha quanto aos integralistas era de que eles não eram confiáveis, porque, afinal de contas, eram nacionalistas. O movimento [integralista] apoiou em 1938 a nacionalização promovida pelo Estado Novo, estragando a ideia de germanidade e grupo étnico."

Em alguns momentos pontuais, o integralismo e o nazismo conviveram, especialmente no Sul do país, onde o movimento de Salgado era bastante presente em colônias alemãs e italianas. A Ação Integralista Brasileira atraiu muitos descendentes de alemães que não podiam fazer parte do Partido Nazista.

"Em alguns lugares, como em Santa Catarina, a sede dos dois partidos chegou a funcionar no mesmo lugar, o que mostra um trabalho em conjunto. Porém, da parte do governo de Hitler, tal união não era bem vista. Seus representantes chamavam o integralismo de 'fascismo tupiniquim'", pontua Ana Maria Dietrich.

No Rio Grande do Sul, o Partido Nazista chegou a dividir a sede com o movimento Integralista - Reprodução
No Rio Grande do Sul, o Partido Nazista chegou a dividir a sede com o movimento Integralista
Imagem: Reprodução

Brasil e Alemanha: mais que amigos, "friends"

Da década de 1930 até sua entrada na Segunda Guerra Mundial em 1942, como um dos Aliados, o Brasil manteve boas relações com a Alemanha. Consequentemente, a existência do Partido Nazista em solo brasileiro foi não apenas tolerada, mas muito bem vista por diversas autoridades locais, inclusive por Getúlio Vargas. Isso durou até a instauração do Estado Novo em 1937, quando Vargas proibiu agremiações políticas e deu início à sua Campanha de Nacionalização, que afetou comunidades estrangeiras no país.

Ao longo da década de 1930, Brasil e Alemanha fecharam acordos comerciais, e nos quadros do governo havia inclusive pessoas que demonstravam interesse pela ideologia nazista. "Até 1938, o partido não era proibido no país. Pelo contrário, era festejado por ministros de Vargas. Não encontrei nenhum registro que comprove a presença de Vargas em solenidades nazistas, mas seus ministros compareceram a alguns atos, assim como autoridades e militares do Rio Grande do Sul compareciam às festas de Primeiro de Maio organizadas pelo partido", explica Gertz.

Em 1937, por exemplo, o então governador do Rio Grande do Sul, Flores da Cunha, elogiou a presença dos alemães no país como um "componente racial do muito valoroso povo brasileiro". O próprio Vargas, ao se corresponder oficialmente com Hitler em novembro de 1937 por conta da troca de embaixadores alemães, chamou o ditador alemão de "grande bom amigo" e afirmou esperar um estreitamento de relações.

Houve até casamento entre o filho de Getúlio, Lutero Vargas, e a artista plástica alemã Ingeborg ten Haeff, sacramentando o relacionamento entre os países. Para além disso houve também uma parceria para a troca de informações sobre potenciais inimigos em comum: os comunistas. As polícias secretas do Brasil e da Alemanha, segundo a tese de mestrado de Dietrich, se comunicavam revelando quem eram os militantes comunistas ativos em seus países. Uma delas foi Olga Benário, militante comunista nascida em Munique e companheira de Luís Carlos Prestes. Olga foi extraditada do Brasil para a Alemanha, presa pela Gestapo em 1936 e executada em 1942 em um campo de concentração.

Também foram realizadas expedições nazistas à Amazônia para coletar informações sobre a fauna, flora e cultura indígenas da região. O objetivo do governo nazista era implantar colônias estratégicas na região, especialmente na Guiana Francesa, para entrarem em conflito com a França. Um delas, a "Expedição Jari", foi ao Extremo Sul do Amapá e durou dois anos. Até hoje, vestígios de outra era permanecem na região.

Dois fatores abalaram o relacionamento frutífero entre Brasil e Alemanha. A campanha de nacionalização de 1938 impactou diretamente comunidades estrangeiras no país, além de escolas estrangeiras, agremiações esportivas e associações, proibindo que usassem outro idioma além do português. Além disso, o ataque de submarinos do Eixo a navios brasileiros ao longo de 1941 e 1942, fato que alavancou a entrada do Brasil na guerra.

Nazismo Tropical

Seguindo as diretrizes ideológicas da Alemanha, o Partido Nazista no Brasil era extremamente racista com judeus, negros e outras classes consideradas inferiores aos olhos dos alemães. No caso do Brasil, grande parte da repulsa se direcionava a pessoas negras e miscigenadas, que compunham (e ainda compõem) a identidade nacional do país. Entretanto, o racismo não foi uma importação nazista. A existência do partido em solo brasileiro foi celebrada justamente por conta do pensamento racista da elite e classe média locais, desde os tempos coloniais.

A vinda de europeus da Itália e Alemanha foi recebida e incentivada não só para fornecer mão-de-obra barata na agricultura, mas também como uma possibilidade de branquear a identidade brasileira. Textos sobre práticas eugenistas apareciam tanto em publicações ligadas ao Partido Nazista quanto no restante da imprensa brasileira, pois a ciência e a medicina da época apoiavam a eugenia. Isso se refletiu, por exemplo, no isolamento compulsório de portadores de hanseníase (doença conhecida popularmente como lepra) e de indivíduos considerados indesejáveis para a sociedade.

O desejo da Alemanha Nazista de que seus representantes em outros países seguissem à risca as ideias de pureza cultural e racial não funcionou muito bem por aqui. Assim foi criado o "Nazismo Tropical", assim batizado por Dietrich. "Houve uma mistura cultural. Nas festas havia comidas brasileiras e alemãs, entoavam-se os hinos de ambos os países e, por último, havia casamentos entre alemães e brasileiras. Nesse sentido, os objetivos do partido em solo estrangeiro não foram cumpridos."

Paraíso perdido

Antes dos nazistas, já havia uma crença no Brasil de que as colônias germânicas representavam o chamado "perigo alemão" ao país, que é a expansão do imperialismo da Alemanha em países subdesenvolvidos como o Brasil. Na Segunda Guerra Mundial, esse temor se alastrou ainda mais entre os brasileiros, agora chamando os alemães de "quinta coluna", isto é, um grupo clandestino que atua dentro de um país para ajudar o inimigo.

Com a publicação de diversas reportagens sobre as colônias alemãs e a existência do partido nazista, alemães se tornaram inimigos. Em decorrência da guerra, empresas alemãs foram fechadas, bancos alemães pediram liquidação e lojas alemãs foram saqueadas. Em resposta às proibições e hostilidades, parte da comunidade deixou o Brasil e foi repatriada, recebendo até uma compensação financeira do Reich.

Em 1938, com a proibição de todas as agremiações políticas, o Partido Nazista permaneceu clandestino no país e foi sujeito a batidas policiais. Em 1940, houve o indiciamento dos editores do jornal "Aurora Alemã" pelo Departamento Estadual de Ordem Política e Social de São Paulo (DEOPS-SP), a prisão de Otto Braun em 1942 pelo mesmo órgão repressivo que o fez entregar o nome das lideranças do partido e, consequentemente, a dissolução do partido em 1945, com a derrota do Eixo.

Após a redemocratização, o neonazismo tentou se estruturar no Brasil através do Partido Nacional Socialista Brasileiro (PNSB), fundado por Armando Zanine Júnior em 1988. Apesar do nome, nunca foi oficializado na Justiça Eleitoral e teve curta atuação. O país vivia uma efervescência política pós-ditadura militar. Influenciados pelo nacionalismo de extrema-direita histórico do Brasil e o movimento National Frontal no Reino Unido, o grupo possuía membros skinheads neonazistas e defendia a reabilitação da figura de Hitler perante à sociedade.

Não há, pelo menos à primeira vista, qualquer ligação de Zanine com o Partido Nazista de 1930. Na disputa de relevância política, o PNSB se aproximou publicamente do seu "irmão" ideológico, o movimento integralista representado pela Ação Integralista Brasileira. Nas eleições de 1994, Zanine declarou seu apoio à campanha de Éneas Carneiro, do PRONA (Partido de Reedificação da Ordem Nacional), por este ser o "único candidato nacionalista". Por meio de seu assessor, Carneiro rejeitou o apoio.

Herança nazista?

O recente surto de crimes de apologia ao nazismo, a existência de células neonazistas, o crescimento do discurso de ódio na internet e uma terrível semelhança estética e retórica de Roberto Alvim, ex-secretário especial da Cultura, com Joseph Goebbels, têm uma relação direta com a existência do Partido Nazista no país décadas atrás?

Apesar de as autoridades brasileiras da época terem aceitado a existência do Partido Nazista, dificilmente o partido pode ser considerado tão influente a ponto de ter deixado uma grande herança ideológica na política brasileira.

"Como foi uma existência breve e restrita, não diria que a herança política dessas práticas seja algo possível de se observar. O que seria um impacto mesmo é uma guinada mais enfática do governo brasileiro de pensar essa criação do Estado Nacional", diz Tais. A comunidade alemã no Brasil, conforme explica a historiadora, ficou sob extrema vigilância da política brasileira por conta da guerra. "A caça aos nazistas foi um sinal para mostrar como essa outra política era eficaz em combater a ameaça interna, foi uma forma de fortalecer o governo", conta.

Para Gertz, o nazismo esteve longe de conquistar o Brasil. "Vejo muitas bobagens disseminadas sobre isso. Não há uma cultura. Antissemitismo já existia no Brasil, não foram necessariamente os nazistas que trouxeram isso para cá", diz.

Mesmo a vinda de criminosos de guerra ao Brasil como Josef Mengele (oficial da SS e responsável por experimentos médicos e mortes nos campos de concentração) pode ser associada à existência prévia do Partido Nazista no país. "Não existem dados que possam sustentar especulações sobre a fuga do Mengele para o Brasil por conta de uma existência prévia do partido. Não há como fazer esse ponto", diz Campelo.

Errata: o texto foi atualizado
Diferentemente do informado no 6° parágrafo desta matéria, Getúlio Vargas proibiu o Partido Nazista no Brasil em 1938. A informação já foi corrigida

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