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Jovens estão cansados de sexo casual e querem coisa séria, mostra pesquisa

Do TAB

Em São Paulo

02/08/2019 13h04

Chega de 'um lance é um lance'. As gerações Millennial e Z estão exaustas de usar aplicativos de relacionamento e querem encontrar amor para a vida toda nos EUA. É o que mostra uma pesquisa da Match Group, holding dona de vários aplicativos de encontro como OkCupid, PlentyOfFhish, Tinder e Match.com, que realiza todo ano um estudo para ver qual o perfil dos solteiros no país.

Apenas 9% dos jovens dizem que querem lances eventuais e um terço deles diz que parou de sair com alguém que não queria rotular o relacionamento. Embora 63% dos jovens digam que querem um amor romântico, as finanças estão atrapalhando esse mergulho na piscina da paquera. Um terço dos solteiros diz que os gastos com encontros os impedem de ir atrás do amor.

A versão de 2019 do estudo foi conduzida com 5.000 pessoas - sendo 14% deles LGBTs - e revela que a internet continua sendo a principal forma de se conhecer um parceiro: 51% dos solteiros já criou um perfil em aplicativos de relacionamento e essa opção é a principal para 26% deles, seguida de longe por outras formas, como trabalho, igreja e amigos.

Apps fazem mal para ansiosos

Apesar da popularidade dos aplicativos, eles não dão match com a ansiedade. Um estudo publicado na Revista de Relações Sociais e Pessoais revela que pessoas que checam compulsivamente aplicativos de relacionamento acabam se sentindo mais sozinhas do que antes.

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Imagem: Getty Images

A pesquisa foi conduzida com 269 estudantes da Universidade do Estado de Ohio, que usavam ao menos um aplicativo de encontros. Eles responderam questionários sobre solidão e ansiedade social. Os mais solitários e ansiosos são aqueles que diziam acabar se atrasando para compromissos profissionais, estudantis ou pessoais só para dar mais uma olhadinha no Tinder.

A compulsão tem motivo: os usuários mais viciados diziam que se sentiam mais confiantes online do que offline e, portanto, procuravam validação deslizando o dedo o tempo todo. O problema é que a ansiedade social vem da rejeição: sempre que essas pessoas não conseguiam um match, elas se sentiam piores

Katy Coduto, uma das pesquisadoras que liderou o estudo, acredita que o principal problema está no "swipe", o deslizar para o lado, que funciona de forma viciante. "Eu acredito que os aplicativos terão dificuldade de abrir mão dessa interface, já que essa parece ser a maior parte do apelo. Mas tirar isso e encorajar uma olhada mais profunda nos perfis dos indivíduos pode ser uma forma de deixar tudo menos viciante", diz à revista MIT Technology Review.

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