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Conversas sobre comportamentos e tendências que fazem a cabeça dos brasileiros


Geração Z na política reúne milhões de jovens 'apartidários com causa'

Política Z - CAOScast - Unsplash/Clay Banks
Política Z - CAOScast Imagem: Unsplash/Clay Banks

15/11/2020 04h01

Quase 150 milhões de brasileiros estão aptos a ir às urnas em 2020, segundo o TSE. Dentre eles, 20.365.784 têm menos de 25 anos de idade, ou seja, são da geração Z. Isso significa que 13 a cada 100 cidadãos que votam são nativos digitais e tendem a ser mais debochados, realistas e menos preocupados com perfeição, como mostrou TAB em especial sobre o tema.

Eles estão conectados, discutem temas como meio ambiente, feminismo, racismo e questões LGBTQI+, mas passam longe de vestir a camisa de um partido. "O Z é aquela pessoa que não tem lado definido, mas não necessariamente fica em cima do muro", definiu Marina Roale, head de pesquisa da Consumoteca, no primeiro episódio do CAOScast hospedado no TAB (ouça abaixo partir de 16:24).

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Ainda ficou confuso? Calma, ela esmiúça. "A gente não está falando aqui de uma geração que é alienada, porque eles estão ligados em militância e tudo mais. Porém, eles não se identificam com os partidos" (a partir de 17:08).

Para isso, Roale tem um nome: apartidários com causa. Uma pesquisa da Consumoteca mostra que apenas 32% da geração Z assume uma ideologia política — esquerda, direita ou centro. Enquanto isso, 44% deles falam que, embora tenham alguma posição política, não se identificam com nenhum dos lados.

Aliás, não raro séries, músicas e filmes são fonte de contato com temas politizados para esses jovens, observa Rebeca de Moraes, também no podcast. Redes sociais, então, nem se fala: 63% dos jovens preferem se informar pelo Instagram. E quem usa a rede social sabe que ela não é exatamente o forte dos políticos tradicionais. O TikTok, então, rede que vem conquistando cada vez mais a nova geração, ainda é terreno obscuro para muitos desses adultos que precisam pedir voto.

Não tem como fugir. Para falar com os Zs, é preciso estar nas redes e defender causas, argumenta Faria. "Tem que acertar no tom e na mensagem. Alguns bons exemplos: quando Magalu diz que vai contratar apenas trainees negros. Ou quando o Burger King veicula campanhas com drag queens. Acho que é o tipo de política que fala a real, sem levantar bandeira e defender causas" (a partir de 39:57).

Se você se interessou pelo tema, pode ouvir o episódio completo de estreia do CAOScast no TAB: Política Z.

Tradutor: Do TAB