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Monarquistas, homofobia na igreja mórmon, infância na 'cracolândia' e mais

Fernando Moraes/UOL
Imagem: Fernando Moraes/UOL

Newsletter do TAB

29/06/2022 08h01

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Bom dia, excelentíssimos senhores doutores leitores do TAB. Como estão, por obséquio? Espero que a saúde esteja em dia e a animação lá em cima porque 1) estamos no meio da semana e 2) chegou a melhor newsletter do universo na sua caixa de entrada (fonte: eu mesma). Essa semana temos desde entusiastas da monarquia brasileira (é cada uma...), uma reportagem especial sobre os "bichos do tráfico", um grupo de amigos que colam em vernissage de playboy pra descolar um rango, até relatos sobre pessoas que viveram a vida toda na "cracolândia". Aqui a variedade é nossa especialidade. Bora lá!

Amigos dos Habsburgo

Na reportagem especial desta semana, a repórter Larissa Linder mergulhou no universo dos monarquistas brasileiros — um grupo relativamente pequeno, mas muito ativo nas redes sociais e devoto ao passado do Brasil imperial e a volta da monarquia no país. No rol de entusiastas estão historiadores, youtubers e alguns membros da família real brasileira. "A monarquia nada mais é que uma grande família, não há rivalidades, brigas, todos querem o bem da família", defendeu o "nobre" Dom Bertrand de Orléans e Bragança, tetraneto de Dom Pedro 1º.

Retaliação sagrada

A organização católica Arautos do Evangelho é alvo de denúncias de assédio e violações de direitos humanos há anos. Em resposta às denúncias, a organização costuma entrar com processos na esfera civil contra os denunciantes. Maria Salete Schroeder foi uma delas. A empregada doméstica denunciou a organização e foi condenada a pagar R$ 11,5 mil de indenização. Um levantamento inédito feito pelo repórter Mateus Araújo identificou ao menos 20 processos e inquéritos parecidos, movidos pela organização católica ou fiéis, que se sentem "ofendidos" com as críticas à instituição.

Boca livre artsy

Eles andam em grupos, são ligeiros e estão ligados em todos os eventos do circuito de arte que está rolando na capital de São Paulo. Os "vernisseiros" são uma galera que gosta de arte e particularmente das comidas e bebidas servidas nas aberturas de exposições e mostras. Conheça esses guerreiros da arte nesta reportagem do jornalista Lucas Veloso, que deu um rolê com o grupo em uma exposição no centro da cidade, onde teve comida e bebida à vonts.

O que está acontecendo aqui?

O jornalista Hygino Vasconcellos visitou a deep web da vida real e acompanhou a vida de Adão Cordeiro, sósia orgulhoso de Luciano Hang, conhecido como "véio da Havan" na internet. Ainda que a semelhança física se restrinja à careca, Cordeiro gastou R$ 2 mil em roupas verde e amarelo para ficar mais parecido com o empresário bolsonarista. Em tempo: o sósia evita sair na rua de "véio da Havan" para evitar eventuais tretas políticas.

'É a vida da gente'

"Deus ordenou que somente haja relações sexuais no casamento entre um homem e uma mulher. Esse mandamento é chamado de lei da castidade", ouviu Frederico Jorge Cardoso Rocha, mórmon há 43 anos, do líder regional da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, em uma reunião onde recebeu a notícia de que estava sendo desligado da igreja e do trabalho. Funcionário da instituição há 37 anos, Frederico foi demitido por justa causa devido à sua orientação sexual, e entrou com processo contra a instituição. A ação corre na Justiça do Trabalho, mas o dano é muito maior. "Não se trata de uma questão trabalhista, é a vida da gente", contou Frederico ao repórter Tiago Dias. Leia mais na reportagem.

Infância na 'cracolândia'

A "cracolândia" do centro de São Paulo, associada a adultos agachados nas calçadas com cachimbos, é uma imagem que arranha apenas a superfície do drama. Durante duas semanas, o repórter Felipe Pereira ouviu histórias de pessoas que passaram a infância no perímetro do crack. Até hoje há um número considerável de crianças dentro da área de atuação dos traficantes e muitas moram em ocupações.

Bichos de ostentação

Para fechar com chave de ouro, não deixe de dar uma olhada na reportagem especial, escrita por Yuri Eiras e Carlos Nhaga, sobre a relação entre o tráfico de drogas e o tráfico de animais no Rio de Janeiro. Nas redes sociais e em feiras abertas, as compras de animais proibidos são o primeiro plano de um quadro maior, um microcosmo de contravenções na cidade. São dezenas de espécies que são retiradas do seu habitat natural e comercializadas para ostentação de poder e dinheiro.

Da newsletter de Daniela Pinheiro

Na última edição, a jornalista entrevistou o grupo Fado Bicha, duo revelação da cena queer de Lisboa, que tem colecionado boas críticas e acumulado fãs por onde se apresenta. É formado pelo violonista João Caçador e o cantor e compositor Lila Tiago, que se apresenta como Lila Fadista. Ambos se identificam artisticamente como bichas e se intitulam no feminino. São a alma, a cara e o corpo de um projeto que pela primeira vez aborda esse tipo de questão dentro desse gênero musical tradicional do país. Para ler na íntegra as próximas newsletters da jornalista Daniela Pinheiro, cadastre-se aqui.

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