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CAOScast: Mercado de pets no Brasil é bilionário e só perde para o dos EUA

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Do TAB

15/04/2021 04h01

Daqui a um mês, as redes sociais devem voltar a uma daquelas discussões que parecem bater ponto na timeline, todo ano: "mãe de pet" é um termo sem noção, ou apenas demonstração de uma relação afetiva válida com os bichinhos? Vale comemorar o Dia das Mães se o seu "filho" tem quatro patas?

Não importa de que lado você esteja nessa briga que acende os ânimos dos brasileiros: o "Thor"e a "Mel" querem mesmo é saber de mimos, brinquedinhos e atenção. Coisa que vem crescendo a cada ano, e não perdeu o ritmo nem na crise pandêmica.

Nesta semana, o CAOScast discute o mercado pet, que já é bilionário aqui no Brasil. Somos a segunda maior nação do mundo em gastos com os bichinhos, perdendo apenas para os Estados Unidos — que, como observa a pesquisadora Rebeca de Moraes, "são o maior mercado em tudo mesmo". Ouça o episódio completo acima.

Aliás, 60% dos brasileiros que têm animais de estimação os consideram como filhos, diz uma pesquisa da Petland. "O mercado pet cresce aproximadamente 8% ao ano, já faz alguns anos", diz no episódio o entrevistado Jefferson Magalhães, CEO da Zenpet, empresa de desenvolvimento de tecnologias de controle de alimentação e nutrição de pets. "É um setor que, mesmo com a crise de 2014, 2015, continuou crescendo e atravessou agora a pandemia crescendo", relata (ouça acima partir de 30:23).

Os caóticos, assim como Magalhães, atribuem esse crescimento do mercado ao fato de os pets fazerem cada vez mais parte da família brasileira: é o pet parenting, nomeia a líder de pesquisa da Consumoteca, Marina Roale. Ela explica que, até o fim da década de 1990, os pets viviam outra fase — que chama no episódio de fase 1. Naquela época, lugar de cachorro era fora de casa. Rex roía osso com o resto de carne do almoço, sujava as patinhas na grama e ficava trancado na lavanderia para não incomodar a visita.

Com o tempo, os pets começaram a ganhar mais espaço dentro das casas e dos apartamentos. Come só ração, tem horário pra passear, mas não pode subir na cama nem no sofá. É a fase 2. Atualmente? "Quando você chega na fase 3, que ficou muito forte na nossa cultura, principalmente de uns 5 anos para cá, a gente começa a entender um pet que não é só humano, mas é um humano da família. E o humano da família é mais importante do que muita gente, né, do que muito amigo meu, do que muito conhecido", diz Roale (a partir de 12:24).

Com todo esse cuidado, mães e pais de pet ostentam o vínculo familiar com orgulho, e isso é cada vez mais comum. "Tem um dado de um estudo do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) que é bem interessante, que coloca que o número de cachorros nas casas brasileiras superou o de crianças. A cada 100 famílias no Brasil, 44 têm cachorros, e só 36 têm crianças. Há quem diga que isso tem a ver com o aumento do nível de individualismo. Teoricamente as pessoas que escolhem ter pets dentro de casa não estão com muita vontade de dividir a vida com humanos — se comprometer a ter filhos, etc", conta Moraes (a partir de 15:05).

Mas é preciso lembrar que os pets em si já dão um trabalhão, e não dá para sair adotando indiscriminadamente para se arrepender depois. "Acho que algo que me afasta da ideia [de ter um pet] — além de eu não ser o melhor amigo dos bichanos — é pensar que vai ter um ser que depende de mim, que está aqui em casa, que precisa ser alimentado e que limita meus movimentos de vida. É mais complicado viajar, é mais complicado sair de casa", diz o pesquisador Tiago Faria (a partir de 17:24).

Se você está em dúvida se quer ou não adotar um pet, se vai aceitar o selo de pet parent, ou se já pensou em investir nesse mercado que não vê crise, não perca o episódio de CAOScast desta semana. É só dar play ali em cima.

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